Ao cortar um bolo e notar fios pegajosos se formando entre as fatias, com textura viscosa e aparência elástica, é sinal de alerta. Esse fenômeno é conhecido como “doença do fio”, uma deterioração microbiológica que compromete a qualidade do alimento.
Muitas pessoas pensam que se trata apenas de erro na receita, mas, na maioria das vezes, o problema está ligado à contaminação por bactérias do gênero Bacillus, capazes de sobreviver ao processo de cocção.
Os microrganismos envolvidos produzem esporos altamente resistentes ao calor. Mesmo após o bolo ser assado, essas estruturas podem permanecer viáveis dentro da massa.
Quando o alimento é armazenado em condições inadequadas de temperatura e umidade, os esporos germinam e passam a se multiplicar, iniciando o processo de deterioração.
O que provoca a textura pegajosa
Durante a multiplicação, as bactérias liberam enzimas que degradam proteínas e amidos presentes na massa. Esse processo gera polissacarídeos extracelulares, responsáveis pela formação dos fios e da consistência grudenta.
Além da mudança visual, costuma surgir odor desagradável e alteração no sabor, indicando que o bolo já não está próprio para consumo.
Riscos para a saúde ao consumir
Ingerir bolo contaminado pode causar problemas gastrointestinais. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade reduzida são os grupos que merecem maior atenção, pois podem apresentar reações mais intensas.
A forma como o bolo é guardado após o preparo tem grande influência no surgimento da “doença do fio”. Ambientes quentes, úmidos e recipientes mal vedados favorecem a germinação dos esporos.
Mesmo um bolo bem preparado pode se deteriorar rapidamente se permanecer muitas horas em temperatura ambiente ou se houver falhas de higiene durante a manipulação.
A prevenção, com boas práticas de higiene e armazenamento adequado, continua sendo a melhor forma de garantir a segurança alimentar e evitar riscos à saúde.





