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Neurociência começa a mapear como óleos essenciais interagem com nosso sistema

Por Yasmin Henrique
03/03/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Neurociência começa a mapear como óleos essenciais interagem com nosso sistema

Óleo essencial (Foto: reprodução/Christin Hume/Unsplash)

A aromaterapia, antes vista como prática subjetiva ou mística, vem ganhando respaldo científico. Estudos recentes mostram que certos óleos essenciais podem reduzir estresse e ansiedade, alterar frequência cardíaca, pressão arterial e atividade cerebral associada a emoções e cognição.

Historicamente, o olfato foi desvalorizado na ciência ocidental, classificado como “sentido menor” no século XIX, o que atrasou sua investigação médica e neurocientífica.

Pesquisas atuais revelam que o sistema olfativo se conecta diretamente a áreas cerebrais como amígdala, hipocampo, córtex orbitofrontal e ínsula, regulando emoções, memória e decisões.

Óleos essenciais no sistema

  • Revisão narrativa: Indexada na PubMed, sistematizou evidências sobre os mecanismos neurobiológicos e efeitos fisiológicos e psicológicos da aromaterapia, sendo considerada marco na área.
  • Estudo clínico pós-parto: 140 mulheres inalaram óleo essencial de lavanda a cada oito horas durante quatro semanas. Resultado: diminuição significativa de depressão, ansiedade e estresse, com efeitos mantidos até três meses frente ao grupo controle.
  • EEG e função cognitiva: Pesquisa publicada no Journal of Medical Signals & Sensors avaliou alterações em ondas cerebrais após inalação de lavanda. Achados: aumento das ondas relacionadas à atenção, relaxamento vigilante e flexibilidade cognitiva, com melhora no desempenho em tarefas cognitivas.
  • Estudo-piloto sobre sono: Difusão do aroma em jovens saudáveis melhorou a percepção subjetiva da qualidade do sono, reduziu atividade alfa em vigília e aumentou ondas delta durante sono profundo, sugerindo efeito potencial em distúrbios do sono.

No Brasil, a aromaterapia integra o conjunto de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) reconhecidas pelo Ministério da Saúde e ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Anatomia e cuidados

A anatomia do olfato explica sua eficácia: moléculas aromáticas ativam receptores no epitélio olfatório, seguem direto ao bulbo olfatório e ao sistema límbico, sem passar pelo tálamo.

Além disso, uma via respiratória permite que compostos atinjam os pulmões e a circulação sanguínea, influenciando respostas fisiológicas além da percepção consciente do aroma.

Especialistas destacam a importância da diluição correta, da procedência do óleo essencial e do uso supervisionado. Aplicação excessiva ou direta pode causar irritações.

Estudos indicam efeitos sobre humor, atenção e estresse, mas não substituem tratamentos médicos, e os resultados ainda têm limitações devido a amostras pequenas e duração dos efeitos não totalmente conhecida.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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