O Vigitel 2024 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde, aponta que mais de 60% dos adultos brasileiros estão acima do peso, sendo que 25,7% apresentam obesidade.
O estudo também registra um aumento significativo em doenças crônicas: a prevalência de diabetes diagnosticado subiu de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024, enquanto os casos de hipertensão arterial também cresceram.
O levantamento destaca que a expansão da obesidade é mais intensa entre adultos de 25 a 34 anos, mulheres e indivíduos com ensino médio completo ou superior incompleto.
Obesidade no Brasil
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan, 2025), baseados em atendimentos do SUS, reforçam o cenário:
- 36,3% dos adultos atendidos apresentavam obesidade.
- 70,9% estavam acima do peso.
- Maior: Rio Grande do Sul (42%), Rio de Janeiro (40,6%).
- Menor: Maranhão (26,8%), Piauí (29,5%).
O levantamento também aponta mudanças nos hábitos alimentares.
- Consumo de feijão pelo menos cinco vezes por semana caiu de 66,8% (2007) para 56,4% (2024).
- 25,5% consomem cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados por dia.
- Apenas 21% consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças.
- O consumo de ultraprocessados é maior em municípios com maior renda.
A atividade física também é insuficiente:
- 42,3% praticam exercícios no lazer.
- Menos de 12% se exercitam durante deslocamentos diários.
Comparativo e estratégias de combate
No contexto internacional, o Brasil se encontra acima da média global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16% dos adultos no mundo têm obesidade e 43% apresentam sobrepeso. Estudos projetavam que, se a tendência continuasse, a obesidade poderia atingir 29,6% dos adultos brasileiros até 2030.
Diante desse cenário, o governo federal lançou a estratégia “Viva Mais Brasil”, com ações voltadas à promoção de alimentação saudável e incentivo à atividade física, buscando reduzir o impacto do excesso de peso e prevenir doenças crônicas na população.






