O dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo John Textor está em tratativas para deixar o grupo de investidores que compõem a Eagle Football Holdings, proprietária do clube carioca e do RWD Molenbeek da Bélgica e do Olympique Lyonnais, da França. O americano já foi informado pelos diretores da empresa.
Segundo o jornal francês L’Équipe, a crise na Eagle se iniciou em meados de janeiro deste ano. No dia 27 de janeiro, Textor já havia sido afastado internamente da holding por desavenças nas gestões do grupo. Nesta terça-feira (24), a empresa afastou o milionário norte-americano de suas funções de forma oficial, baseado em decisão judicial movida pela Ares Management, credor de Textor na compra do Lyon em 2022.
Segundo a Ares, o americano estava demitindo dois diretores independentes do conselho formado pelas empresas para tentar possuir o controle total da holding. Acionando uma cláusula de proteção a Ares alegou que o mandatário do Glorioso estava tentando aplicar um golpe para adquirir o clube francês de forma definitiva.
Com isso, Textor foi condenado a pagar US$ 450 milhões para pagar a empresa que o ajudou a adquirir o Olympique Lyonnais há quatro anos. Desse valor, 175 milhões de euros já foram repassados a partir da venda das ações que a Eagle possuia no Crystal Palace da Inglaterra.
Crise de Textor pode atingir Botafogo futuramente
Em um primeiro momento, as notícias do afastamento de John Textor no comando da Eagle não interferem na vida da torcida botafoguense, mas o cenário para o futuro é de incertezas.
De acordo com o jornal L’Équipe, o empresário norte-americano fez um empréstimo em nome do clube de General Severiano à um grupo americano de investimentos, sem qualquer aval dos diretores da Ares.
Além disso, a empresa comandada pela empresária Michele Kang pode cobrar futuramente ações da Eagle para a quitação total dos valores investidos pelo grupo na aquisição do Lyon em 2022.





