O alerta sobre os riscos associados a asteroides próximos da Terra voltou ao debate científico internacional após posicionamentos apresentados por especialistas da NASA durante encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), realizado na cidade de Phoenix.
O foco está nos NEOs (Near-Earth Objects), que incluem asteroides e cometas com órbitas próximas à Terra. Dentre eles, cientistas observam especialmente os NEAs (Near-Earth Asteroids) e os PHOs (Potentially Hazardous Objects), definidos por distância mínima de aproximação e tamanho capaz de causar danos significativos em caso de impacto.
Ameaças de asteroides
O principal foco dos especialistas são os asteroides de porte intermediário, com diâmetro aproximado entre 140 e 150 metros, considerados críticos por apresentarem energia cinética suficiente para causar destruição regional. Entre as características e desafios associados a esses objetos estão:
- Energia destrutiva: capazes de devastar áreas urbanas inteiras em caso de impacto.
- Baixo albedo: apresentam refletividade reduzida, dificultando a detecção por telescópios ópticos convencionais.
- Número estimado: cerca de 20 mil a 25 mil objetos nessa faixa orbitam próximo à Terra.
- Detecção incompleta: somente 40% possuem órbitas determinadas com precisão.
- Posição orbital: muitos seguem trajetórias próximas ao plano da eclíptica e parcialmente alinhadas à órbita terrestre, complicando a observação por contraste luminoso.
Esses fatores tornam a detecção e o monitoramento dos asteroides intermediários um desafio central para a defesa planetária.
Planos
Para superar essas limitações, a NASA lançará o telescópio espacial NEO Surveyor, que opera em infravermelho e detecta asteroides escuros ou próximos ao Sol. A meta é ampliar o mapeamento de NEOs e PHOs, fortalecendo a prevenção de impactos.
A defesa planetária também envolve monitoramento contínuo, desenvolvimento de tecnologias de desvio orbital, como impacto cinético e trator gravitacional, e protocolos de mitigação de desastres.
Embora nenhum NEO apresente risco imediato de colisão, especialistas destacam que a prevenção depende do mapeamento antecipado e da análise orbital precisa desses corpos.






