O mercado automotivo brasileiro tem mostrado sinais de maior valorização dos veículos com motores 1.0 aspirados, impulsionados por políticas públicas voltadas à eficiência energética e ao acesso a carros mais baratos. Incentivos fiscais para modelos econômicos e o foco das montadoras em veículos populares reforçam a relevância desse segmento.
Levantamento da Webmotors aponta que o interesse por carros de entrada já vinha crescendo antes mesmo dos novos incentivos governamentais.
No primeiro semestre de 2025, as buscas por veículos zero quilômetro com motor 1.0 aumentaram 31%, superando o crescimento de outras motorizações, com base no volume de pesquisas realizadas na plataforma.
Motores 1.0
De acordo com análise do CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, o crescimento desse mercado não está ligado apenas ao custo-benefício, mas também aos investimentos das montadoras em novos veículos com essa motorização.
Somam-se a isso estratégias comerciais, como ofertas de bônus, condições facilitadas de financiamento e ampliação das versões de entrada com preços mais competitivos.
Sob o aspecto técnico, os motores aspirados funcionam utilizando somente a pressão natural do ar para alimentar o sistema de combustão, dispensando turbinas ou compressores.
Esse tipo de construção proporciona características valorizadas por muitos consumidores, como resposta mais previsível ao acelerador, menor complexidade mecânica e bom desempenho em baixas rotações, o que favorece principalmente o uso em ambientes urbanos.
Pontos a favor
Entre os principais atrivos dessa motorização estão a percepção de maior confiabilidade mecânica, custos de manutenção mais baixos e condução previsível. A ausência de sistemas de sobrealimentação reduz a complexidade das revisões e diminui a probabilidade de falhas associadas a componentes pressurizados.
Especialistas apontam que, embora motores turbo e tecnologias eletrificadas avancem globalmente, a busca por veículos acessíveis e com manutenção simples mantém os aspirados competitivos, sobretudo em mercados sensíveis ao custo operacional e ao preço final. Nesse contexto, diferentes tecnologias de propulsão devem seguir coexistindo no setor automotivo nos próximos anos.






