O valor repassado por aluno por plataformas de benefícios corporativos tem sido apontado por empresários do setor fitness como insuficiente para cobrir despesas básicas de operação, como aluguel, contas de energia, manutenção de equipamentos, pagamento de professores e encargos trabalhistas.
Diante desse cenário, academias e estúdios de bairro em diferentes cidades do país passaram a anunciar a suspensão ou o encerramento da aceitação de benefícios como Gympass, atualmente Wellhub, e TotalPass, alegando inviabilidade econômica para manter esse tipo de parceria.
Reclamações sobre o GymPass
- Baixo valor de repasse por atendimento: Proprietários relatam que os valores pagos pelas plataformas podem chegar a apenas alguns reais por aula ou sessão, mesmo quando o preço do plano direto da academia é significativamente maior.
- Dificuldade de negociação e reajustes: Há registros de negativas de aumento nos repasses, mesmo após solicitações formais, o que contribui para o desequilíbrio financeiro das pequenas unidades.
- Risco de falhas nos pagamentos e contratos: Alguns estabelecimentos relatam atrasos, ausência de repasses ou até encerramento de parcerias sem aviso prévio, resultando em prejuízo por serviços já prestados.
- Pressão sobre a receita dos pequenos estúdios: O ticket médio dos clientes corporativos costuma ser menor que o dos clientes diretos, o que reduz a margem de lucro e dificulta a sustentabilidade financeira.
Convênio das academias
Algumas academias que mantêm parcerias com plataformas como o Wellhub (Gympass), passaram a limitar o número de usuários desses planos para reduzir impactos na receita.
Outras investem em serviços diferenciados, como aulas extras e programas personalizados, para fidelizar clientes diretos e diminuir a dependência dos planos corporativos.
Do lado do consumidor, os benefícios seguem bem avaliados, principalmente pela flexibilidade e pela possibilidade de acesso a diferentes modalidades e academias por meio de um único plano, fator que sustenta a popularidade dessas plataformas entre o público.
Nota da Wellhub
Nossa reportagem foi procurada pela assessoria da plataforma Wellhub (Gympass) e recebemos a seguinte nota de esclarecimento:
O Wellhub atua como uma plataforma de crescimento incremental de membros e receita, conectando academias e estúdios a um público exclusivamente corporativo. Esse modelo permite trazer novos alunos para a indústria de fitness e bem-estar, pessoas que em sua maioria não frequentavam academias antes de acessar o benefício.
Assim, o Wellhub ajuda a gerar receita recorrente e previsível para os parceiros, ajudando negócios de diferentes tamanhos e segmentos a competir de forma mais equilibrada com grandes redes. Ao mesmo tempo, contribui para a cobertura de custos operacionais, a melhor utilização da infraestrutura existente e a capacidade dos parceiros de reinvestir no próprio crescimento, sem custo de aquisição.
Com mais de 40 mil clientes corporativos e 20 milhões de colaboradores com acesso à plataforma, o Wellhub é a principal plataforma global de bem-estar e o motor de crescimento mais avançado da indústria de fitness, conectando os investimentos de negócios globais a mais de 90 mil academias e estúdios em todo o mundo, sendo 40 mil apenas no Brasil. Por não operar academias ou estúdios próprios, todo o investimento é direcionado a gerar tráfego qualificado para os parceiros, sem canibalizar sua base atual.
O Wellhub respeita as decisões individuais de academias e estúdios sobre seus modelos de negócio e reconhece que a sustentabilidade financeira é um tema central para o setor. Seguimos comprometidos em fortalecer o ecossistema de bem-estar por meio do diálogo contínuo e de um modelo que só cresce quando os parceiros também crescem.





