Atualmente, a Starlink lidera o mercado brasileiro de internet via satélite, concentrando cerca de 60% dos assinantes desse tipo de serviço.
A posição dominante é impulsionada pela oferta de conexão de alta velocidade e baixa latência, principalmente em regiões remotas ou com pouca presença de infraestrutura terrestre.
Diante desse cenário, a expansão da internet satelital no Brasil deve aumentar a competitividade do setor nos próximos anos, impulsionada tanto pela chegada de novas operadoras quanto pelo desenvolvimento de tecnologias que permitem a conexão direta entre dispositivos móveis e satélites.
Concorrentes da Starlink
Dados regulatórios apontam crescimento acelerado da internet via satélite no país. Informações da Anatel indicam que a base de usuários já ultrapassa centenas de milhares de acessos, consolidando a liderança da Starlink como principal operadora nesse segmento no Brasil.
Ao mesmo tempo, o cenário regulatório demonstra abertura para novos concorrentes. Autorizações para diferentes constelações de satélites de órbita baixa vêm sendo concedidas, enquanto projetos internacionais avançam para disputar espaço no mercado nacional.
Entre eles, está prevista para 2026 a entrada da empresa chinesa SpaceSail, que pretende ofertar internet via satélite para regiões remotas, incluindo atendimento a serviços essenciais como escolas e unidades de saúde.
Paralelamente, o avanço tecnológico concentra expectativas na conectividade direct-to-device (D2D), que permite a conexão direta entre celulares compatíveis e satélites, sem necessidade de antenas externas.
Essa tecnologia integra o conceito de redes não terrestres (NTN), estudadas globalmente para ampliar a cobertura de sinal e reduzir custos, com potencial de oferecer serviços próximos, em preço e funcionamento, aos das redes terrestres.
Obstáculos
Embora apresente grande potencial de expansão, a tecnologia ainda enfrenta obstáculos técnicos importantes. Satélites de órbita baixa possuem deslocamento constante em relação à superfície terrestre, o que reduz o tempo de conexão estável e exige constelações com grande quantidade de satélites, além de integração com redes terrestres.
Outros fatores também impactam a implementação em larga escala, como a distância entre o dispositivo e o satélite, possíveis interferências atmosféricas e a complexidade na gestão do espectro de frequência.
Por isso, a tendência inicial é que esse tipo de conexão seja utilizado prioritariamente para envio de mensagens e comunicações de emergência, antes de evoluir para oferecer navegação completa em internet banda larga.





