Com apenas um ponto conquistado em sete jogos disputados no Paulistão 2026, um dos principais clubes paulistas decretou matematicamente seu rebaixamento para a segunda divisão estadual no último sábado (07). A queda reflete o histórico recente de rebaixamentos do clube no futebol.
Tradicional clube de Campinas, a Ponte Preta protagoniza uma das suas piores campanhas da história do campeonato paulista, com apenas 1 ponto conquistado em 21 disputados na atual edição. Com dois gols marcados e 12 gols sofridos, o alvinegro campineiro detém as marcas de pior ataque (ao lado do Velo Clube) e pior defesa da competição (ao lado do Primavera). A confirmação do rebaixamento para a disputa da série A2 do Paulistão aconteceu nesse sábado (07), na derrota para a Portuguesa pelo placar de 2 a 0 no Estádio Canindé.
Mesmo sendo campeão do Brasileirão Série C em outubro do ano passado, o técnico Marcelo Fernandes não conseguiu extrair resultados positivos com o elenco pontepretano. Ao final da partida, o técnico lamentou a queda da Ponte Preta para a segunda divisão paulista:
– “Infelizmente a gente não conseguiu dar o mínimo possível. A gente está doído. A Ponte é forte e com certeza vai sair dessa, se levantar. Todos sabem o que aconteceu, todos têm noção. Mas todos ganham e todos perdem. Até o próprio presidente falou com a gente agora que a maior culpa é da diretoria. Mas a gente tem a nossa parcela também. A gente espere que tudo se organize. Todos sabem que do jeito que está não tem como se normalizar.” – relatou Marcelo Fernandes.
Faltando ainda uma rodada para o fim da fase classificatória do estadual, a Ponte Preta entra em campo para cumprir tabela no próximo domingo, contra o São Paulo, no Estádio Moisés Lucarelli em Campinas, às 20:30 pelo horário de Brasília.
Dívidas com elenco campeão estouraram
O título da Série C 2025 para a Ponte Preta pode ter sido benéfico dentro de campo, mas fora dele a situação é bem diferente. O clube acumula mais de 13 ações trabalhistas com jogadores do plantel que levou o time de Campinas de volta a Série B do Brasileirão.
Um dos principais nomes da campanha vitoriosa do acesso, o meia atacante Élvis é um desses jogadores que cobram valores referentes a premiação. Segundo o jornalista Lucas Rossafa, os atrasos nos salários de outubro até dezembro, somados ao décimo terceiro salário e FGTS, acumulam uma dívida de mais de R$ 1 milhão.
No total, as dívidas com os atletas do ano passado chegam à R$ 17 milhões.





