Durante a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o Ministério da Cultura (MinC) lançou o estudo Panorama do Ecossistema Audiovisual – Arranjos Regionais 2025, que apresenta uma análise nacional sobre a estrutura, os fluxos de investimento e a distribuição territorial do audiovisual brasileiro.
O levantamento reúne informações encaminhadas por estados e municípios que aderiram à política pública de Arranjos Regionais, vinculada ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Panorama do audiovisual
O estudo compila dados referentes a 41 territórios participantes — entre eles 24 estados e 17 municípios — e oferece um retrato abrangente das cadeias produtivas, da organização institucional e dos diferentes estágios de desenvolvimento do audiovisual nas regiões brasileiras.
A política de Arranjos Regionais viabilizou a aplicação de aproximadamente R$ 552 milhões provenientes do FSA, com foco na descentralização dos recursos e no estímulo à produção audiovisual em polos fora dos eixos historicamente consolidados do cinema nacional.
De acordo com a diretora de Formação e Inovação Audiovisual da Secretaria do Audiovisual, Milena Evangelista, o diagnóstico foi elaborado com base nas informações encaminhadas pelos entes participantes do edital, permitindo estruturar uma visão integrada do setor e apoiar a formulação de políticas públicas mais assertivas.
Poder público
O relatório também aponta avanços no processo de institucionalização do mercado em diferentes territórios, ao mesmo tempo em que identifica gargalos estruturais, como a ampliação de conferências setoriais e a criação de mecanismos contínuos de diálogo entre o poder público e a cadeia produtiva do setor.
O estudo foi apresentado na Mostra de Tiradentes, reunindo profissionais do setor para debater tendências e políticas culturais. O Panorama orienta políticas futuras, fortalece a descentralização de investimentos e evidencia o impacto das ações públicas na presença do cinema brasileiro em festivais e exibições internacionais.






