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Fruta antioxidante vinda da Oceania conquista paladares no sertão do Brasil

Por Leticia Florenço
06/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Cajá-manga - Reprodução

Cajá-manga - Reprodução

De formato oval e casca lisa em tom amarelo-vivo, o cajá-manga chama atenção logo no primeiro olhar. Ao ser aberto, revela uma polpa suculenta, agridoce e levemente fibrosa, com aroma marcante. Seu sabor equilibra doçura e acidez, agradando tanto quem prefere frutas mais suaves quanto quem gosta de intensidade.

No sertão, o cajá-manga ganhou usos criativos e variados. A fruta é consumida in natura, mas também aparece em sucos refrescantes, sorvetes artesanais, doces, geleias, mousses e até molhos agridoce para pratos salgados. Essa versatilidade ajudou a consolidar seu espaço na culinária regional.

Cajá não é cajá-manga

Apesar de pertencerem ao mesmo gênero botânico (Spondias), cajá e cajá-manga não são a mesma fruta.

Enquanto o cajá tradicional é menor, mais ácido e com menos fibras, o cajá-manga é maior, alongado, lembra uma manga pequena e possui caroço grande e espinhoso, além de polpa mais fibrosa e menos ácida.

Baixas calorias e alta concentração de nutrientes

Um dos grandes atrativos do cajá-manga é o equilíbrio entre leveza e valor nutricional.

Com cerca de 46 kcal a cada 100 gramas, a fruta oferece boa quantidade de fibras alimentares, fundamentais para o funcionamento intestinal e para a sensação de saciedade.

O cajá-manga se destaca pela presença de vitamina C, importante no fortalecimento do sistema imunológico, na proteção das células e na absorção de ferro.
Também fornece vitaminas dos complexos A e B, essenciais para a saúde da pele, da visão e do metabolismo energético.

Além das vitaminas, a fruta concentra minerais importantes como potássio, cálcio e fósforo. Esses nutrientes atuam no equilíbrio dos fluidos corporais, na transmissão dos impulsos nervosos e na manutenção da saúde óssea, tornando o consumo ainda mais completo.

Planta resistente e de crescimento rápido

O cajá-manga é uma frutífera que se adapta bem ao clima brasileiro. A árvore pode atingir até 15 metros de altura e se desenvolve melhor em regiões com temperaturas entre 20 °C e 30 °C, comuns no sertão e em áreas tropicais do país.

A planta prefere sol pleno, recebendo ao menos quatro a seis horas diárias de luz direta. O solo deve ser bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH levemente ácido ou neutro. Ambientes arejados ajudam a prevenir doenças fúngicas e favorecem o crescimento saudável.

Espaço e preparo do solo fazem diferença

No plantio, recomenda-se manter distância de seis a oito metros entre o cajá-manga e outras árvores grandes. A cova ideal tem cerca de 50 centímetros em todas as dimensões, enriquecida com esterco curtido ou composto orgânico para estimular o enraizamento.

Quando cultivado por mudas, o cajá-manga começa a produzir frutos entre três e cinco anos após o plantio. Se a opção for sementes, a germinação ocorre em aproximadamente 40 dias.

As regas devem ser feitas de duas a três vezes por semana, evitando encharcamento, e a adubação pode ser reforçada uma ou duas vezes ao ano.

O sucesso do cajá-manga no Brasil mostra como a biodiversidade pode atravessar continentes e enriquecer culturas locais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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