Objeto de muita discussão no futebol brasileiro, os gramados sintéticos chegaram à elite do nosso futebol em 2016, com o Athletico Paranaense sendo o pioneiro no ramo. Uma década depois, as discussões sobre a implementação desse tipo de grama artificial seguem e um novo clube pode adotar esse tipo de grama nos próximos anos.
Segundo informações da Itatiaia, um grupo de investidores interessados em adquirir a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do América-MG sugeriu a implementação do gramado artificial na Arena Independência, onde o clube joga. Vale destacar que Belo Horizonte já conta com campo sintético na Arena MRV, a casa do Atlético Mineiro.
A diretoria do clube mineiro entende que a ideia é muito boa, pois dessa forma o estádio atrairia mais shows e eventos não relacionados ao futebol, sem comprometer o campo de jogo para os atletas.
Atualmente disputando apenas o campeonato mineiro, o América-MG está na Série B do campeonato brasileiro neste ano, mas com futuros investimentos na SAF, a ideia de ter um estádio com grama artificial com o clube retornando a elite do futebol brasileiro tem grandes chances de acontecer.
Na Série A do Brasileirão 2026, os estádios de Botafogo, Chapecoense, Atlético Mineiro, Athletico Paranaense e Palmeiras contam com a tecnologia do gramado sintético.
Jogadores e dirigentes debatem sobre o tema
A escolha pelo gramado artificial nos estádios nem sempre está de acordo com os profissionais do futebol. Muitos deles preferem não jogar nesse tipo de campo com medo de lesões mais sérias, que poderiam abreviar a carreira profissional.
Ano passado, jogadores se uniram em um movimento entitulado “Futebol é natural, não sintético“. O Manifesto contava com Thiago Silva, Neymar, Lucas Moura, Philippe Coutinho, Alan Patrick, dentre outros craques do futebol brasileiro que pediam à CBF uma postura mais séria sobre o uso de estádios com grama sintética.
Por outro lado, presidentes de clubes se mostraram contrários a ideia de proibir gramados artificiais no futebol brasileiro. Leila Pereira, do Palmeiras, e John Textor, do Botafogo, entendem que o campo de jogo artificial tem qualidades semelhantes ao gramado natural, sem interferir no espetáculo de jogo.





