toda vez que estamos próximos de uma Copa do Mundo, sempre surge o debate de jogadores que fizeram história no futebol brasileiro ou mundial que não tiveram a oportunidade de defender suas seleções em alguma edição. A lista é infinita, mas um nome brasileiro sempre chamou a atenção pela sua qualidade técnica no final dos anos 90 e década de 00.
Ídolo do Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, Alex de Souza, ou simplemente Alex, surgiu como uma grande promessa no clube paranaense e chamou atenção pela sua habilidade e dribles curtos. No clube paulista, Alex foi campeão da Copa do Brasil de 1998 e campeão da Copa Libertadores da América em 1999, ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari. Nesta época, Alex já estava sendo convocado por Vanderlei Luxemburgo na seleção brasileira, conquistando o título da Copa América do mesmo ano.
Anos mais tarde, Felipão assumiu o comando técnico da Seleção e convocava seguidamente o jogador para a dispua das Eliminatórias da Copa de 2002. Naquele ano, Alex alternou de equipe várias vezes, se juntando ao Parma da Itália, Cruzeiro e Palmeiras e acabou ficando de fora da lista final de convocados para o Mundial. Em entrevistas Alex já afirmou que se sente chateado por não ter sido convocado, mas entende que as constante trocas de equipe podem ter sido o motivo de Felipão não ter o levado para a disputa do torneio.
Anos mais tarde, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Alex foi convocado para a disputa da Copa América 2004, depois de um 2003 vitorioso com o Cruzeiro, campeão brasileiro e da Copa do Brasil. A Seleção terminou como grande campeã daquela edição.
Após o torneio, Alex se transferiu para o Fenerbahçe, onde se tornaria ídolo por vários anos. Entretanto, as atuações de Alex não chamaram a atenção dos treinadores da seleção nos anos seguintes.
Alex se aposentou em 2015 dos gramados.
Carreira como treinador
Depois de pendurar as chuteiras, Alex tenta se aventurar na área técnica. Desde 2021 com diploma de treinador CBF e UEFA Pro, o ex-jogador começou a sua trajetória comandando a equipe sub-20 do São Paulo, e chegou a levar a base do tricolor paulista à disputa da final do Campeonato Brasileiro da categoria, ficando com o vice-campeonato depois de perder a primeira partida para o Internacional. No ano seguinte, o tricolor disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior com Alex no comando técnico e fez uma campanha irretocável até as semifinais, contra o Palmeiras, que acabou eliminando os tricolores.
No final de 2022, Alex aceitou o primeiro desafio na carreira de treinador de uma equipe profissional, ao firmar acordo com o Avaí para a disputa do campeonato catarinense de 2023. A estreia foi logo de cara contra um dos rivais recentes do Leão da Ilha, a Chapecoense, que acabaram vencendo a partida por 2 a 0. Na primeira fase da competição, o Avaí terminou na quinta posição na tabela geral e encarou o Criciúma nas quartas de final. Depois de dois empates em 0 a 0, os comandados por Alex foram eliminados do torneio em uma longa disputa de pênaltis.
Com os resultados negativos no estadual, a situação de Alex no clube catarinense estava complicada e a diretoria avaiana optou pela demissão em maio, após uma derrota na Série B para o Vila Nova.
Em 2024, Alex aceitou o projeto do Antalyaspor da Turquia, onde fez história. Mas a passagem durou apenas 20 jogos.
Mais recentemente Alex voltou ao futebol paranaense para dirigir o Operário, na disputa da Série B 2025 e ajudou o clube a terminar a competição no meio da tabela. Foi demitido em janeiro de 2026, após o início irregular no campeonato estadual.






