A recente repercussão em torno do lançamento do energético “Baly Tadala”, edição limitada desenvolvida para o Carnaval de Salvador, reacendeu o debate sobre os limites da criatividade publicitária e a responsabilidade social na comunicação de produtos voltados ao grande público.
A discussão ganhou força após manifestação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que expressou preocupação com campanhas que fazem referências indiretas a medicamentos, especialmente em contextos festivos marcados por consumo elevado de bebidas alcoólicas, exposição ao calor e maior desgaste físico.
Energético Tadala
Em nota pública, o Conselho Federal de Farmácia reconheceu que o produto não contém substâncias medicamentosas, mas chamou a atenção para o impacto simbólico desse tipo de estratégia de comunicação.
Segundo a entidade, a associação, ainda que indireta, de nomes ou conceitos ligados a fármacos a bebidas recreativas pode contribuir para a banalização do uso de medicamentos.
O CFF destacou que medicamentos exigem prescrição, avaliação clínica e acompanhamento profissional, justamente por envolverem riscos à saúde.
O alerta, de acordo com o conselho, torna-se ainda mais relevante em períodos como o Carnaval, marcados por consumo excessivo, exposição prolongada ao calor e menor adoção de cuidados básicos.
O que diz a Baly?
- A Baly Brasil afirmou que o “Baly Tadala” é produto regular, enquadrado na legislação sanitária brasileira e classificado como bebida energética.
- A empresa declarou atuar em conformidade com todas as normas regulatórias vigentes aplicáveis ao setor.
- Garantiu que a composição do produto não contém qualquer substância medicinal.
- Informou que a fórmula utiliza exclusivamente ingredientes autorizados, citando, por exemplo, extratos naturais de guaraná e catuaba.
- Assegurou que as concentrações dos ingredientes respeitam os limites estabelecidos pelos órgãos de fiscalização.
- Destacou que o rótulo identifica adequadamente o produto como bebida energética, não gerando confusão quanto à sua natureza ou finalidade.
- Esclareceu que o termo “Tadala” foi adotado com base em seu uso popular no Brasil como sinônimo de energia e vigor, sem referência direta a medicamentos, e que essa interpretação fundamentou o conceito criativo da campanha.
Tanto a Baly quanto o Conselho Federal de Farmácia afirmaram apoiar um debate qualificado, com foco na informação clara ao consumidor e na proteção da saúde pública.





