Após um período de incertezas entre clientes de bancos digitais, o Nubank anunciou uma decisão considerada estratégica: uma ampla expansão de sua operação nos países onde atua, com aumento do número de funcionários, abertura de novos escritórios e a retomada gradual do trabalho presencial para equipes que estavam em home office.
O movimento ocorre em um momento em que parte dos usuários passou a questionar a solidez do setor, após a liquidação do Will Bank, ligado ao Banco Master, também encerrado pelo Banco Central.
Embora os dois casos tenham sido associados nas redes sociais, o próprio Nubank tratou de deixar claro que as situações são completamente distintas.
Ainda assim, o anúncio da expansão funciona como um sinal concreto de confiança no crescimento do negócio e na estabilidade da instituição.
Após clientes ficarem receosos com banco digital, Nubank toma decisão importante
O plano envolve um investimento bilionário ao longo dos próximos anos para ampliar a infraestrutura física no Brasil e no exterior.
No país, a maior concentração de novos espaços será em São Paulo, onde o Nubank vai ocupar prédios adicionais na região de Pinheiros, elevando significativamente sua capacidade de estações de trabalho.
Também estão previstos novos escritórios em Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, escolhidos tanto para facilitar o deslocamento de funcionários quanto para atrair profissionais qualificados em diferentes regiões.
Fora do Brasil, a fintech também acelera sua presença. Escritórios na Cidade do México e em Bogotá estão sendo ampliados, enquanto novas unidades já foram abertas em cidades estratégicas como Miami e Palo Alto.
Outros endereços internacionais, incluindo Washington e Buenos Aires, estão nos planos de curto prazo.
A expansão acompanha o crescimento da base de clientes, que já ultrapassa 127 milhões na América Latina, e o aumento do quadro de funcionários, que avançou de forma relevante nos últimos anos.
Nubank também muda modelo de trabalho, mas não agrada todos os funcionários
Junto com os novos espaços, o Nubank anunciou mudanças no modelo de trabalho.
A empresa iniciou uma transição para o regime híbrido, com presença obrigatória no escritório dois dias por semana, previsão de aumento gradual e um prazo de adaptação para os colaboradores.
Segundo a liderança do banco, a proposta é estimular a troca de ideias e a inovação, que, na visão da empresa, acontecem de forma mais eficiente com interação presencial.
A mudança, no entanto, gerou insatisfação interna. Parte dos funcionários criticou o fim do modelo totalmente remoto e reclamou da falta de negociação prévia.
O episódio incluiu protestos e demissões, o que levou o tema a ser debatido até em ambientes sindicais.
Nubank reforça solidez após liquidação do Will Bank
Do lado dos clientes, o Nubank buscou conter rumores reforçando dados financeiros, como lucros recorrentes, capital robusto, cumprimento das regras do Banco Central e o fato de ser uma empresa listada na Bolsa de Nova York, sujeita a elevados padrões de transparência.
A mensagem foi clara: diferentemente do Will Bank, que enfrentava problemas estruturais e de liquidez, o Nubank afirma ter bases sólidas para sustentar sua expansão e continuar operando normalmente.






