Moradores de uma famosa cidade do Brasil foram surpreendidos nesta semana ao se depararem com a instalação de mictórios a céu aberto em um espaço público bastante movimentado.
A cena, incomum fora de períodos festivos, gerou estranhamento, comentários nas redes sociais e questionamentos de quem passava pelo local e não entendia a finalidade da estrutura montada sem qualquer tipo de proteção aparente.
Moradores dessa região ficaram assustados com mictório a céu aberto
O episódio aconteceu no Largo do Machado, tradicional ponto da Zona Sul do Rio de Janeiro, conhecido pela circulação intensa de pedestres, comércio e eventos culturais.
Na última quarta-feira (21), quem atravessava a praça encontrou um conjunto de mictórios exposto, sem divisórias, cercas ou paredes.
À primeira vista, o equipamento dava a impressão de que seria usado daquela forma, o que causou desconforto em moradores, trabalhadores da região e frequentadores habituais do espaço.
A instalação faz parte da preparação antecipada para o Carnaval de rua de 2026, que deve atrair milhões de pessoas à cidade ao longo de pouco mais de um mês de festas.
Segundo a Prefeitura do Rio, está prevista a distribuição de cerca de 34 mil estruturas sanitárias temporárias em diversos pontos da cidade, incluindo banheiros químicos tradicionais, unidades adaptadas para pessoas com deficiência, mictórios e grandes contêineres sanitários.
A execução do serviço ficou a cargo da empresa de eventos Dream Factory.
Painéis externos dos mictórios ainda serão montados
De acordo com a organização, o que causou confusão foi a ordem adotada na montagem dos equipamentos neste ano.
Diferentemente de edições anteriores, a instalação começou pela parte interna das estruturas, enquanto os painéis externos, responsáveis por garantir privacidade aos usuários, seriam colocados apenas nos dias seguintes.
A previsão é de que todos os mictórios recebam fechamento completo com material opaco antes de entrarem em funcionamento.
A empresa responsável também informou que os equipamentos serão conectados às redes de água, esgoto e energia elétrica, além de contar com limpeza regular e controle de acesso durante os dias oficiais de desfile dos blocos.
O uso será restrito aos eventos autorizados, e não permanente.
Apesar da explicação, alguns moradores seguem cautelosos. Há quem reconheça a necessidade de ampliar a oferta de banheiros durante o Carnaval, mas defenda uma distribuição equilibrada entre mictórios e cabines completas, para atender diferentes públicos e necessidades.
A prefeitura afirma que equipes técnicas farão ajustes de acordo com o perfil de cada bloco, buscando evitar transtornos e melhorar a infraestrutura da festa.






