A rede de farmácias Pague Menos enfrentou um grave problema em seu ambiente digital após o site oficial apresentar falhas que levantaram suspeitas de um ataque hacker.
Na noite de quinta-feira (22), consumidores começaram a relatar preços irreais, produtos praticamente gratuitos e, o mais preocupante, pagamentos via Pix direcionados para contas que não pertenciam à empresa.
O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e acendeu o alerta sobre a segurança em compras online.
Preços fora da realidade chamaram atenção nas redes sociais
Os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram quando usuários passaram a compartilhar capturas de tela mostrando produtos com descontos extremos. Itens que normalmente custam dezenas ou até centenas de reais apareceram à venda por valores próximos de R$ 1.
Uma raquete de beach tennis, por exemplo, teve o preço reduzido de cerca de R$ 849 para apenas R$ 17. Vitaminas, pomadas, shampoos e até medicamentos exibiam abatimentos superiores a 90%, o que gerou uma corrida ao site.
A divulgação rápida por perfis especializados em promoções fez com que muitos consumidores acreditassem se tratar de um erro pontual de precificação ou de uma campanha relâmpago.
A credibilidade da marca Pague Menos contribuiu para reduzir a desconfiança inicial, levando milhares de pessoas a tentar finalizar compras em poucas horas. Somente durante o processo de pagamento alguns usuários perceberam que o Pix apresentava informações incompatíveis com a empresa.
Pix redirecionado levantou suspeita de golpe
O momento mais crítico do episódio ocorreu na etapa de pagamento. Segundo relatos, ao escolher o Pix, o sistema direcionava o consumidor para uma chave cujo destinatário não era a Pague Menos.
Em alguns casos, o pagamento foi realizado, mas o pedido não teve confirmação no sistema. Em outros, o processo foi interrompido por falhas como a indisponibilidade de CEPs, o que pode ter sido uma tentativa de conter o problema enquanto a situação era investigada.
Site apresentou instabilidades mesmo após o ocorrido
Mesmo na manhã de sexta-feira (23), ainda era possível encontrar produtos com valores muito abaixo do normal no catálogo da farmácia. Um shampoo chegou a ser anunciado com 98% de desconto, passando de R$ 62,86 para R$ 1,09.
Uma vitamina que normalmente custa R$ 24,80 apareceu por R$ 1,29. A permanência dessas ofertas reforçou a percepção de que o ambiente digital ainda não estava completamente normalizado.
Posicionamento oficial fala em instabilidade pontual
Em nota, a Pague Menos afirmou que identificou uma instabilidade pontual em seu ambiente digital, já corrigida. Segundo a empresa, o processo acabou reativando itens descontinuados e gerando inconsistências na configuração dos pagamentos via Pix.
A rede informou ainda que a situação foi rapidamente contornada, o ambiente estabilizado e que os clientes impactados estão sendo contatados para entrega dos pedidos ou ressarcimento dos valores pagos.
Consumidores recorrem a sites de reclamação
O caso já repercute em plataformas de defesa do consumidor. No Reclame Aqui, clientes relatam pagamentos feitos via Pix sem confirmação da compra. Um dos registros aponta que diversas pessoas passaram pela mesma situação, levantando a suspeita de que o site oficial teria sido hackeado.
As queixas reforçam a preocupação com possíveis prejuízos financeiros e com a exposição de dados pessoais.
Com o Pix sendo um meio de pagamento instantâneo e de difícil reversão, situações como essa reforçam a necessidade de atenção redobrada. Especialistas alertam que preços muito abaixo do mercado e dados de pagamento inconsistentes são sinais claros de risco, tanto para consumidores quanto para empresas.





