O congelamento de óvulos deixou de ser tema exclusivo de consultórios e se tornou parte do planejamento de vida das mulheres brasileiras. Entre 2020 e 2023, os procedimentos cresceram 98%, principalmente entre mulheres com menos de 35 anos, faixa com maiores chances de sucesso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em 2024, o país registrou quase 15 mil ciclos de congelamento de óvulos e mais de 128 mil de embriões, de acordo com o relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) da Anvisa. Os números mostram que a preservação da fertilidade vem sendo incorporada de forma mais ampla ao cotidiano feminino, refletindo avanços nas técnicas de reprodução assistida e uma mudança cultural no planejamento reprodutivo.
Congelamento de óvulos
Indicações:
- Mulheres que desejam postergar a maternidade.
- Pacientes em tratamentos que afetam a fertilidade.
- Condições médicas que reduzem a reserva ovariana.
Idade ideal:
- Até 35 anos para maior qualidade e quantidade de óvulos.
- Após 35 anos, possibilidade de sucesso menor.
Processo:
- Estimulação ovariana (10–15 dias).
- Punção para retirada dos óvulos.
- Congelamento (vitrificação) e armazenamento seguro.
Custos aproximados:
- Consulta: R$ 500–1.200
- Ciclo de coleta: R$ 12.000–18.000
- Armazenamento anual: R$ 1.500–3.000
Opções disponíveis
O congelamento de óvulos não garante gravidez, mas amplia as chances futuras. Planejamento individualizado e orientação médica são essenciais para decisões conscientes sobre maternidade e projetos pessoais.
O avanço das tecnologias de reprodução assistida, aliado à visibilidade proporcionada por relatos de mulheres públicas, ajuda a quebrar tabus e reforça a percepção de que preservar a fertilidade é uma forma de autonomia, cuidado com o futuro e alinhamento de projetos pessoais, profissionais e afetivos, tendência também observada em outros países, segundo a BW Healthcare World.





