Apesar do avanço do mercado pet brasileiro em escala, tecnologia e investimentos, os gatos permaneceram por muito tempo em segundo plano, com oferta restrita de produtos adequados às suas necessidades. Em pet shops, os itens para felinos eram poucos, pouco visíveis e, em geral, adaptações de produtos pensados para cães, sem considerar suas particularidades comportamentais e fisiológicas.
Esse contexto levou à criação da Woolie, marca brasileira de design dedicada exclusivamente a gatos, fundada em 2020 por Daniel Mostacada e Mário Minatel. A iniciativa surgiu da experiência de Mostacada como tutor e da identificação de lacunas no mercado, especialmente relacionadas à ergonomia e ao bem-estar felino.
Empresa focada em gatos
Com cinco anos de mercado, a Woolie inicia um novo ciclo de expansão. Após se firmar no modelo direto ao consumidor, a empresa amplia sua atuação no varejo físico por meio de franquias, em uma estratégia que integra gestão operacional, eficiência logística e impacto social. Em 2025, o faturamento da marca chegou a R$ 5 milhões.
Antes da fundação da empresa, Daniel Mostacada construiu trajetória no setor financeiro, enquanto Mário Minatel reuniu experiência em operações e logística em companhias de tecnologia. Desde a origem, a Woolie adotou um modelo bootstrap, sustentado por capital próprio e pelo reinvestimento contínuo dos resultados.
A operação começou com um portfólio enxuto, composto por um comedouro ergonômico desenvolvido no Brasil, uma fonte de água silenciosa e uma caminha de produção local. A rápida aceitação desses produtos pelo mercado confirmou a viabilidade do negócio.
Faturamento, franquias e expansão
Hoje, a Woolie contabiliza milhares de pedidos realizados, mantém uma base relevante de clientes recorrentes e oferece um portfólio com mais de 300 itens. Ao final de 2024, a empresa passou a operar um centro de distribuição próprio em São Paulo, estruturado para processar até 2 mil pedidos diários, reforçando a entrega como elemento essencial da experiência do consumidor.
A entrada no modelo de franquias ocorreu após a maturação da operação digital, que segue como principal fonte de receita. As unidades físicas atuam como pontos de relacionamento, adoção responsável e apoio logístico regional, favorecendo a redução de custos e o encurtamento dos prazos de entrega.





