A Nasa compartilhou uma nova imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble que revela estrelas em pleno processo de formação iluminando uma paisagem densa de gás e poeira.
O registro foi feito no complexo da Nuvem de Órion, uma das regiões mais ativas e estudadas da Via Láctea quando o assunto é o nascimento de estrelas.
A Nuvem de Órion como berçário estelar
Localizado na região conhecida como “espada” da constelação de Órion, o complexo está a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra. Trata-se de um verdadeiro berçário cósmico, onde nuvens moleculares frias servem de matéria-prima para a formação de novas estrelas.
As imagens do Hubble mostram pequenos grupos de estrelas jovens ainda mergulhados nesse ambiente rico em poeira e gás.
O processo de formação das protoestrelas
As estrelas nascem quando grandes concentrações de gás e poeira começam a se contrair sob a ação da gravidade. Esse colapso dá origem às chamadas protoestrelas, que ainda não iniciaram completamente as reações nucleares em seus núcleos.
Com o tempo, essas protoestrelas passam a emitir ventos intensos e jatos de partículas que empurram o material ao redor, esculpindo cavidades visíveis nas nuvens.
Segundo os pesquisadores, as imagens indicam que essas cavidades não aumentam necessariamente de tamanho à medida que a protoestrela se aproxima do fim do processo de formação.
O estudo também aponta que a redução da acreção de massa, quando a estrela deixa de absorver material do entorno e a baixa taxa de formação estelar em nuvens frias não podem ser explicadas apenas pela limpeza gradual desses envelopes gasosos, sugerindo mecanismos mais complexos em ação.
HOPS 181 e os jatos ocultos pela poeira
Em um dos registros mais marcantes, a protoestrela HOPS 181 aparece parcialmente escondida atrás de densas camadas de poeira.
Mesmo assim, um arco luminoso denuncia o fluxo de material sendo expelido por seus jatos estelares, revelando a intensa atividade que ocorre mesmo quando a estrela ainda está “invisível” aos olhos comuns.
HOPS 310 e a força dos ventos estelares
Outra imagem destaca a protoestrela HOPS 310, responsável por esculpir uma grande cavidade na nuvem ao seu redor.
Esse vazio no meio do gás interestelar é resultado de ventos e jatos lançados em altíssima velocidade, capazes de moldar o ambiente e influenciar futuras formações estelares próximas.
O papel do Hubble na compreensão do Universo
Lançado em 24 de abril de 1990, o Telescópio Espacial Hubble é uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA). Em órbita a cerca de 515 quilômetros da Terra, ele foi projetado para evitar as interferências da atmosfera e capturar imagens extremamente nítidas do espaço profundo.
Décadas de descobertas que mudaram a astronomia
Ao longo de mais de três décadas, o Hubble já realizou mais de um milhão de observações e gerou milhares de estudos científicos.
Suas imagens ajudaram a comprovar que o Universo está em expansão acelerada e mostraram que quanto mais distante uma galáxia está, mais rápido ela parece se afastar de nós.
Além da ciência, o telescópio se tornou um símbolo da exploração espacial ao revelar cenários cósmicos que continuam a fascinar o mundo.





