Uma pesquisa conduzida pelo laboratório Innovare da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a creatina, suplemento popular para melhorar força e resistência muscular durante atividades físicas, pode ter sua eficácia comprometida caso não seja armazenada ou consumida adequadamente.
O estudo, publicado na revista Food Research International, avaliou amostras das cinco marcas do produto mais comercializadas no Brasil, investigando de que forma condições externas influenciam a estabilidade e a integridade do suplemento.
Cuidados com a creatina
O estudo mostrou que a creatina se degrada quando exposta à luz, a temperaturas acima de 60°C — como em bebidas quentes — ou em contato com alimentos ácidos, como sucos cítricos. Nesses casos, a molécula se transforma em creatinina, um subproduto sem efeito benéfico para o corpo. Experimentos laboratoriais, incluindo exposição à luz infravermelha, permitiram acompanhar o processo de degradação e confirmar a redução da eficácia do suplemento.
As principais recomendações para manter a creatina estável são:
- Armazenar em recipientes escuros ou com proteção UV.
- Evitar sacos plásticos, vidros transparentes e shakers sem proteção UV.
- Não guardar próximo a fontes de calor, como fogões ou carros.
- Consumir de forma rápida, preferencialmente com água.
- Não misturar com líquidos quentes ou ácidos, como café ou suco de laranja.
Entenda o composto
A creatina é produzida pelo corpo a partir dos aminoácidos glicina, metionina e arginina, sintetizada no fígado, pâncreas e rins e armazenada nos músculos como fonte de energia celular. Também pode ser obtida em alimentos como carne, peixe e leite.
Apesar de segura e eficaz, erros comuns incluem uso irregular, dosagem inadequada, escolha de tipos menos indicados, aplicação em esportes não recomendados e crenças equivocadas sobre efeitos nos rins ou doenças.






