Em São Gonçalo do Pará, município do Centro-Oeste de Minas Gerais, foram registrados dez casos de escabiose, também conhecida como sarna humana, nas últimas duas semanas de dezembro. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou os casos e informou a implementação de medidas de prevenção e controle.
Entre as ações adotadas estão a realização de campanhas educativas por meio de mídias institucionais, a orientação à população sobre formas de transmissão, prevenção e tratamento da doença, além da disponibilização de medicamentos conforme protocolos vigentes, incluindo permetrina tópica e ivermectina.
Surto de casos
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o surto ocorreu na segunda quinzena de dezembro, com uma média de dez atendimentos diários de casos suspeitos. A partir de 2 de janeiro, não foram registrados novos diagnósticos, e a pasta considera o episódio encerrado, mantendo, porém, a vigilância regular e reforçando a importância de seguir as orientações de saúde.
A SES-MG esclareceu que a sarna não está entre as doenças de notificação compulsória, motivo pelo qual não há um levantamento consolidado de casos em Minas Gerais. Ainda assim, a secretaria ressalta que um surto é caracterizado pela ocorrência de dois ou mais casos com vínculo epidemiológico e deve ser comunicado pelos municípios às autoridades de saúde estaduais.
Sarna humana
A escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis e transmitida apenas entre humanos por contato direto ou com objetos e roupas contaminados, sendo necessário contato prolongado, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A fêmea perfura a pele, permanecendo em túneis por cerca de 30 dias e depositando ovos que geram larvas após cerca de 21 dias. Animais domésticos não transmitem a doença.
- Sintomas: Coceira intensa, especialmente à noite; túneis na pele; pequenas vesículas nos dedos, punhos, axilas, genitais e auréolas; escoriações decorrentes da coceira; cabeça geralmente poupada
- Diagnóstico: Clínico, pela identificação das lesões; análise laboratorial em casos específicos (idosos ou uso prolongado de corticoides)
- Tratamento: Permetrina tópica; ivermectina oral (conforme avaliação médica)
- Prevenção: Evitar contato direto com pessoas infectadas; higienizar roupas e roupas de cama em água quente; não compartilhar objetos pessoais; monitorar contatos próximos e tratá-los, se necessário






