Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Vírus no Windows pode dar acesso remoto ao criminoso no seu aparelho

Por Leticia Florenço
15/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Hacker - Reprodução/iStock

Hacker - Reprodução/iStock

Uma nova campanha de malware tem chamado a atenção de especialistas em cibersegurança por seu alto nível de sofisticação e pela capacidade de assumir o controle completo de computadores com Windows sem levantar suspeitas.

Batizada de SHADOW#REACTOR, essa ofensiva digital instala silenciosamente um trojan de acesso remoto (RAT) conhecido como Remcos, permitindo que criminosos monitorem, controlem e explorem os dispositivos das vítimas à distância.

O ataque se inicia por meio de técnicas clássicas de engenharia social, como e-mails falsos, mensagens enganosas e links maliciosos, cuidadosamente elaborados para parecer legítimos.

Ao clicar no link, a vítima aciona involuntariamente a primeira etapa da infecção, acreditando estar acessando um conteúdo comum ou uma atualização necessária.

Uso de componentes legítimos do Windows

O diferencial dessa campanha está no abuso de ferramentas legítimas do próprio sistema operacional. O clique inicial executa um script Visual Basic ofuscado, chamado win64.vbs, acionado pelo wscript.exe, um componente nativo do Windows.

Isso dificulta a identificação da ameaça, já que o processo não parece malicioso à primeira vista.

Após o primeiro estágio, o malware carrega um script PowerShell codificado em Base64, técnica usada para esconder o verdadeiro conteúdo do código. Essa etapa é crucial, pois estabelece comunicação com servidores controlados pelos atacantes e inicia o download de arquivos aparentemente inofensivos em formato de texto.

Arquivos simples que escondem funções perigosas

Os arquivos baixados, com nomes como qpwoe64.txt ou qpwoe32.txt, variam conforme a arquitetura do sistema e são armazenados na pasta temporária do Windows.

Embora pareçam irrelevantes, esses arquivos são peças-chave da infecção e passam por verificações rigorosas antes de serem utilizados.

Mecanismo de validação e autocorreção

O malware apresenta um comportamento incomum: ele verifica repetidamente se os arquivos baixados estão completos e íntegros. Caso algo dê errado, o código pausa, tenta novamente e segue em frente sem encerrar a execução.

Essa lógica evita falhas, garante persistência e demonstra um nível elevado de planejamento técnico.

Quando os critérios são atendidos, o código cria um novo script PowerShell, o jdywa.ps1, responsável por acionar um carregador protegido pelo .NET Reactor, uma ferramenta comercial de ofuscação. Esse carregador executa partes do malware diretamente na memória, dificultando ainda mais a análise por antivírus tradicionais.

Técnicas para driblar sistemas de segurança

O ataque inclui verificações anti-depuração e anti-máquina virtual, projetadas para identificar se o ambiente está sendo monitorado por ferramentas de segurança ou pesquisadores. Caso detecte algo suspeito, o malware altera seu comportamento para evitar exposição.

Na fase final, os criminosos utilizam a técnica conhecida como living-off-the-land, que consiste em abusar de programas legítimos para fins maliciosos. Nesse caso, o MSBuild.exe, ferramenta oficial da Microsoft, é usado para carregar e executar o Remcos RAT, reduzindo ainda mais as chances de detecção.

Scripts adicionais são criados para reativar periodicamente o processo inicial, garantindo que o malware continue ativo mesmo após reinicializações ou interrupções parciais. Isso dá aos atacantes acesso contínuo ao sistema comprometido.

Alvo principal

Especialistas avaliam que a campanha é ampla e oportunista, focando principalmente em empresas de pequeno e médio porte, onde controles de segurança costumam ser menos rigorosos.

O acesso obtido pode ser vendido para outros grupos criminosos, que realizam ataques ainda mais graves, como ransomware e roubo de dados sensíveis.

O aspecto mais alarmante dessa campanha é sua capacidade de passar despercebida por longos períodos, permitindo espionagem, coleta de credenciais, captura de telas e até controle total do sistema, sem que a vítima perceba qualquer anormalidade.

Como se proteger de ataques desse tipo

Especialistas recomendam medidas preventivas essenciais, como desconfiar de links inesperados, evitar a execução de scripts desconhecidos, manter sistemas atualizados e utilizar soluções de segurança capazes de monitorar comportamentos suspeitos, especialmente o uso anormal de ferramentas nativas do Windows.

Entender como essas ameaças funcionam é o primeiro passo para evitar que um simples clique se transforme em uma invasão completa do seu computador.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Imposto de Renda

Desconto do Imposto de Renda diminui a aposentadoria do INSS

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas