O aumento expressivo de ligações indesejadas, muitas delas originadas por mecanismos automatizados, tem motivado especialistas em segurança da informação a alertar sobre as respostas mais adequadas diante de chamadas suspeitas. Apesar de parecer uma reação sensata, encerrar a ligação de forma imediata nem sempre contribui para a redução do problema e, em alguns casos, pode intensificar a frequência dessas tentativas.
Em sua maioria, essas chamadas não partem de atendentes, mas de sistemas de discagem automática capazes de testar milhões de números ao mesmo tempo. Esses softwares avaliam comportamentos básicos do destinatário — como o intervalo até a rejeição, o atendimento ou a ausência de resposta — para determinar se um número está ativo e merece novas investidas.
Atender chamadas de spam
O encerramento imediato de uma ligação pode ser interpretado pelos sistemas automatizados como um sinal de que o aparelho está ativo, porém temporariamente ocupado, o que costuma resultar no agendamento de novas chamadas ao longo do mesmo dia.
Do ponto de vista técnico, deixar o telefone tocar sem atender ou encerrar a ligação sem interação pode, em alguns casos, sinalizar ausência de resposta humana e reduzir novas tentativas. Ainda assim, especialistas reforçam que a conduta mais segura é não atender chamadas suspeitas, evitando a confirmação de que o número está ativo e associado a uma pessoa.
Soma-se a isso o risco associado a golpes: ao atender ou interagir, o usuário pode ser levado a fornecer informações pessoais, realizar transações financeiras indevidas ou até instalar softwares maliciosos. Há relatos, inclusive, de fraudes em que respostas simples, como a palavra “sim”, são gravadas e posteriormente utilizadas fora de contexto para fins ilícitos.
Cuidados adicionais
Como medidas adicionais, recomenda-se bloquear imediatamente números suspeitos no próprio aparelho e utilizar aplicativos ou serviços das operadoras que identificam e filtram chamadas de spam. No Brasil, o cadastro na plataforma “Não Me Perturbe” também ajuda a limitar contatos de telemarketing de empresas participantes, reduzindo esse tipo de abordagem.
Apesar dos avanços tecnológicos e regulatórios, parte do problema ainda está ligada ao compartilhamento involuntário de dados pessoais, geralmente quando usuários autorizam contatos comerciais ao aceitar termos ou preencher cadastros online.






