As novas regras do Imposto de Renda da Pessoa Física já estão em vigor desde janeiro de 2026 e mudaram de forma relevante a tributação sobre salários e benefícios pagos no país.
Com a sanção da reforma no fim do ano passado, o governo passou a aplicar uma faixa maior de isenção e um modelo de descontos graduais para parte dos contribuintes.
A divulgação dessas mudanças também permite antecipar quem ficará livre da declaração em 2027, com base nos rendimentos de 2026, e quem continuará obrigado a prestar contas à Receita Federal.
Saiu lista de brasileiros que NÃO vão ter isenção no Imposto de Renda
Apesar de a legislação já estar valendo neste ano, é importante separar dois momentos distintos. A declaração entregue em 2026 ainda considera os rendimentos recebidos em 2025 e, portanto, segue integralmente as regras antigas.
As novidades só terão efeito prático na declaração apresentada em 2027, que terá como base os ganhos obtidos ao longo de 2026.
A principal alteração introduzida pela nova lei é a ampliação da faixa de isenção mensal.
Trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados ou pensionistas que recebem até R$ 5 mil por mês passaram a não ter mais desconto de Imposto de Renda na fonte.
Além disso, foi criado um mecanismo de transição para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, com abatimentos progressivos que reduzem o imposto devido de forma gradual, evitando aumentos bruscos na tributação.
Na prática, com essas mudanças, um grupo significativo de brasileiros deixará de precisar entregar a declaração do Imposto de Renda em 2027, desde que não se enquadre em outros critérios de obrigatoriedade.
Estão nesse grupo aqueles que, em 2026, tiverem apenas rendimentos tributáveis dentro da nova faixa de isenção, não possuírem patrimônio acima do limite definido pela Receita, não realizarem operações na bolsa de valores e não obtiverem ganhos de capital com a venda de bens.
Também ficam fora da obrigação os contribuintes que não receberem rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima do teto anual estabelecido.
E quem precisa declarar o Imposto de Renda?
Por outro lado, continuam obrigados a declarar os brasileiros que ultrapassarem os limites de renda tributável, mesmo com os novos descontos, além daqueles que obtiverem ganhos com aplicações financeiras específicas, lucros na venda de imóveis ou veículos, ou realizarem operações em bolsa.
Também permanecem na lista os contribuintes com bens e direitos acima do valor mínimo exigido, produtores rurais com receita bruta elevada, pessoas que passaram a residir no Brasil em 2026 e quem possui rendimentos, investimentos ou participações no exterior.
Assim, embora a isenção tenha sido ampliada, a nova regra não elimina a obrigação para todos.
Quem já se enquadrava nos critérios tradicionais ou possui fontes de renda mais complexas deve continuar atento às exigências da Receita Federal nos próximos anos.





