Durante anos, especialistas afirmaram que os cães possuíam um jeito próprio de entender o que os humanos falam, associando palavras a ações e objetos. Contudo, uma nova pesquis,a publicada na última quinta-feira (8) na revista científica Science, subverteu este entendimento.
Isso porque, por meio de um desafio realizado há anos, especialistas da Universidade Veterinária de Viena, Áustria, e da Universidade Eötvös Loránd, da Hungria, conseguiram identificar um pequeno grupo de cachorros que foi capaz de aprender o vocabulário humano de forma mais complexa.
Ao invés de depender de treinamentos, o estudo revelou que estes animais eram capazes de absorver informações simplesmente ao ouvir pessoas conversando entre si, apresentando assim um desenvolvimento semelhante ao de crianças pequenas.
Em entrevista ao portal AFP, a pesquisadora cognitiva do Clever Dog Lab da Universidade Veterinária de Viena, Shany Dror, revelou ter recebido relatos de tutores que alegavam que seus cães traziam objetos relacionados a palavras ditas durante uma conversa ao ouvi-las sem nunca terem sido ensinados.
Desta forma, é possível confirmar a existência de cachorros “superdotados”, cujas habilidades excepcionais desafiam conhecimentos consolidados ao longo de décadas.
Cães “geniais” são minoria
É importante ressaltar que, apesar da relevância da descoberta, a quantidade de cães excepcionais encontrada ao longo de sete anos de pesquisa ainda é relativamente baixa, considerando que apenas 45 tiveram suas habilidades atestadas.
No geral, raças consideradas naturalmente inteligentes, como os border collies, foram as que mais apresentaram capacidade para aprender palavras de forma independente. Contudo, a aptidão também pode ser identificada em raças como shih tzu, pequinês, yorkshire terrier e até mesmo vira-latas.
Só que, conforme destacado pelo especialista em comportamento canino da Universidade Estadual do Arizona, Clive Wynne, as pessoas não devem esperar as mesmas qualidades de seus cães, pois além da habilidade não possuir nenhuma relação com as raças, os cães estudados “são profundamente excepcionais” (via O Globo).





