Um ciclone extratropical deve atingir o Sul do Brasil neste fim de semana e já acende o alerta das autoridades meteorológicas. Este será o primeiro sistema desse tipo a influenciar diretamente a região em 2026, com potencial para provocar chuvas intensas, ventos fortes e outros eventos severos.
O fenômeno começa a se formar entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e avança associado a uma frente fria ativa, segundo informações de institutos de meteorologia.
O ciclone extratropical se desenvolve a partir do encontro entre massas de ar quente e frio, o que favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.
Embora seja comum no Sul do Brasil, esse tipo de sistema pode causar transtornos significativos quando ganha força rapidamente, elevando o risco de alagamentos, destelhamentos e quedas de árvores.
Estados do Sul concentram os maiores impactos
As áreas mais afetadas devem ser o Rio Grande do Sul e o Paraná. No território gaúcho, especialmente nas regiões Centro e Oeste, a previsão indica chuva muito volumosa em curto intervalo de tempo, podendo alcançar cerca de 100 milímetros em apenas seis horas.
As rajadas de vento podem variar entre 80 km/h e 100 km/h, aumentando o risco de danos estruturais. No Paraná, o cenário é de atenção máxima, já que o estado deve sofrer com tempestades intensas, possibilidade de queda de granizo e ventania, além de não se descartar a ocorrência de tornados isolados.
Frente fria amplia instabilidade em outras regiões
A frente fria associada ao ciclone deve avançar pelo país e ampliar as condições para chuva em São Paulo e em Mato Grosso do Sul. Nessas áreas, o risco maior está relacionado a pancadas fortes e temporais localizados, capazes de causar alagamentos pontuais.
Já os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste não devem ser diretamente impactados pelo sistema.
Período mais crítico ocorre no fim de semana
De acordo com os meteorologistas, o ciclone começa a se estabilizar na sexta-feira, alcança sua formação completa entre o sábado e o domingo e, ao longo desse período, novas áreas isoladas de instabilidade podem surgir.
A previsão é que, a partir do dia 12 de janeiro, o sistema já esteja sobre o oceano e se afastando rapidamente do Brasil, reduzindo sua influência sobre o Sul do país.
Riscos associados exigem atenção da população
Entre os principais riscos estão chuvas intensas em curto período, alagamentos, enxurradas, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em estruturas. A combinação entre vento forte e solo encharcado aumenta consideravelmente a chance de acidentes urbanos e rurais.
Diante da ameaça do ciclone extratropical, a Defesa Civil recomenda evitar áreas arborizadas e não estacionar veículos sob árvores, recolher objetos soltos em quintais e varandas e nunca atravessar locais alagados.
Durante tempestades com raios, é fundamental evitar áreas abertas, estruturas metálicas e contato com água.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193, além de acompanhar os alertas oficiais e manter o cadastro ativo para recebimento de mensagens de emergência.
A atenção às previsões e aos comunicados oficiais é essencial para garantir a segurança da população durante a passagem do ciclone.





