O ano de 2026 promete ser especialmente marcante para observadores do céu, reunindo uma série de fenômenos astronômicos de grande relevância científica e visual. Ao longo dos meses, o público poderá acompanhar superluas, eclipses, chuvas de meteoros e alinhamentos planetários, alguns deles considerados raros. Já no início do ano, Júpiter se destacará no céu noturno, apresentando brilho e tamanho aparentes superiores ao habitual.
Entre os eventos mais aguardados está o eclipse solar total previsto para agosto, considerado o principal fenômeno astronômico de 2026. No mesmo período, ocorre também o ápice da tradicional chuva de meteoros Perseidas, conhecida pela intensidade, velocidade e luminosidade dos rastros deixados no céu.
Agenda astronômica
Fenômenos lunares
- Superlua de novembro: A Lua Cheia apresenta tamanho aparente ampliado, tradicionalmente chamada de “Lua do Castor” ou “Lua da Geada”.
- Maior superlua do ano: Observada em dezembro, conhecida como “Lua Fria”, com destaque visual acentuado no início da noite.
- Ocultação das Plêiades pela Lua: Em agosto, a Lua crescente encobre parcialmente o aglomerado estelar das Plêiades, fenômeno relevante para observações astronômicas e medições científicas.
Eclipses
- Eclipse lunar total: O fenômeno ocorre em março, quando a Lua adquire coloração avermelhada ao atravessar a sombra da Terra. Será visível em grande parte das Américas, do Pacífico, da Ásia e da Oceania.
- Eclipse solar total: Registrado em agosto, poderá ser observado em áreas do Oceano Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e regiões de Portugal. A fase de totalidade dura poucos minutos e marca o primeiro eclipse solar total visível na Europa desde 1999.
Outros fenômenos celestes
Em 2026, o céu será marcado por alinhamentos e conjunções. No fim de fevereiro, seis planetas surgem alinhados após o pôr do sol, com parte visível a olho nu. Em junho, Vênus e Júpiter aparecem muito próximos no entardecer, acompanhados por Mercúrio. Já em dezembro, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno formam um alinhamento com melhor observação no período natalino.
Júpiter atinge a oposição em janeiro, exibindo brilho intenso e maior tamanho aparente. A chuva de meteoros Perseidas ocorre entre julho e setembro, com pico em agosto, destacando-se pela velocidade e luminosidade. Em março, o equinócio favorece auroras boreais mais intensas no Hemisfério Norte, especialmente em altas latitudes.






