Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro ou Ozempic, se tornaram um verdadeiro fenômeno entre pessoas que buscavam perder peso, seja por questões crônicas ou simplesmente estéticas (mesmo que este uso não seja recomendado).
Mas apesar do aparente êxito destes artifícios, dados publicados na revista científica britânica British Medical Journal revelaram a existência de um efeito colateral pouco conhecido e que faz toda a diferença para quem pretende emagrecer.
De acordo com o que foi divulgado, indivíduos que perderam grandes quantidades de peso ao utilizar as canetas podem, após a interrupção do tratamento, recuperar cerca de 0,8 kg por mês caso se descuidem, podendo retornar a seu peso antigo em cerca de um ano e meio.
Em comparação, indivíduos que optam pela perda de peso exclusivamente por meio de dietas apresentam um emagrecimento mais lento. No entanto, o mesmo padrão vale para a recuperação do peso caso a dieta seja interrompida, com uma média de cerca de 0,1 kg por mês, ainda que existam variações.
É importante destacar que, por ainda depender de análises a longo prazo, o estudo ainda está em fases iniciais. Contudo, nem por isso ele deixa de servir como um alerta para quem acredita que os medicamentos são uma espécie de “solução definitiva” para a perda de peso.
Recaídas causadas por canetas emagrecedoras influenciam resultados preocupantes
Embora estes dados não tenham sido levados em consideração pela pesquisa, o portal BBC trouxe à tona um outro perigo das canetas emagrecedoras, que é o risco de recaídas causadas pela interrupção no uso do medicamento.
Usuários descrevem a experiência como “um interruptor que liga e você fica instantaneamente faminto”. E estes efeitos foram explicados pelo especialista em nutrição da Universidade de Surrey, no Reino Unido, Adam Collins.
Segundo ele, estes medicamentos imitam um hormônio natural chamado GLP-1, que regula a fome, que quando fornecido artificialmente com frequência, pode interromper os processos naturais do organismo, e assim desencadear um apetite descontrolado quando seu fornecimento é cortado.
As fabricantes das canetas parecem divergir com relação às causas destes efeitos, pois enquanto a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, defende a necessidade de unir o uso dos medicamentos à adoção de hábitos mais saudáveis, a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, afirmou que o tratamento contínuo é a resposta para evitar consequências.






