Além de serem mundialmente reconhecidos por sua magnitude e importância ecológica, os rios brasileiros também se sobressaem pela riqueza de sua fauna, que abrange principalmente espécies aquáticas e anfíbias surpreendentes.
Entretanto, não são apenas criaturas belas ou peculiares que habitam as águas, tendo em vista que também há espaço para predadores extremamente perigosos, incluindo um que nem mesmo precisa de presas afiadas ou espinhos venenosos para caçar.
Afinal, o poraquê (Electrophorus electricus) conta com uma arma muito mais sofisticada, que permite que ele emita descargas elétricas que podem ultrapassar 860 volts, servindo assim para paralisar até mesmo animais de grande porte.
Visto principalmente em rios calmos e lagos da Bacia Amazônica, o peixe conta com milhares de células chamadas eletrócitos espalhadas por seu corpo, que funcionam como uma espécie de “bateria”. Ao detectar uma ameaça, canais de íons se abrem e liberam a potente corrente elétrica.
E é importante ressaltar que a descarga pode se propagar rapidamente pela água, atingindo assim qualquer ser vivo que esteja nas próximidades. Sendo assim, mesmo que não haja contato direto com o poraquê, ainda há risco de levar um choque.
Prevenindo acidentes: como se proteger do ataque do perigoso peixe
Por mais perigoso que o mecanismo de defesa do poraquê seja, vale lembrar que ele é utilizado principalmente para caça. E embora o peixe possa chegar a 2,5 metros de comprimento, seres humanos não integram seu cardápio.
Além disso, o animal também só utiliza sua arma letal quando se sente ameaçado. Deste modo, a melhor forma de evitar seu poderoso choque é manter a distância, evitando seus habitats principalmente durante o dia.
Caso seja necessário explorar ambientes onde o peixe possa aparecer, é ideal utilizar botas de borracha e luvas isolantes para reforçar a segurança, bem como redobrar a atenção para se desvencilhar de encontros inesperados.






