Nesta semana, uma série de especulações tomou conta das redes sociais depois que o passaporte de Eliza Samudio, a modelo que foi assassinada a mando de seu ex-companheiro, o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, foi encontrado em Portugal.
O documento estava em um apartamento em Lisboa e, por conta disso, diversos rumores passaram a circular nas mais variadas plataformas e portais, incluindo alguns alegando que Eliza poderia estar viva.
Contudo, em entrevista ao portal CNN Brasil, a madrinha do filho de Eliza e representante da família, Maria do Carmo, alegou que a modelo realmente teria visitado Portugal em algum momento, mas acabou deixando o país por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), que dispensa a necessidade de passaporte.
A ARB é emitida por uma repartição consular brasileira no exterior que permite que os cidadãos consigam retornar ao Brasil mesmo sem apresentar toda a documentação necessária para a viagem. O documento tem validade limitada e permite apenas uma viagem direta ao país.
Maria do Carmo ainda afirmou que, mesmo com a localização do passaporte, infelizmente não há dúvidas de que Eliza esteja morta. O documento será encaminhado do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para Brasília e, posteriormente, será entregue à família da modelo.
Mãe de Eliza Samudio afirma viver em “luto permanente”
Nesta terça-feira (6), a mãe de Eliza Samudio, Sonia, se manifestou através das redes sociais para comentar sobre o caso do passaporte. Em sua publicação, ela criticou a forma como o ocorrido foi abordado pela imprensa, alegando falta de ética e sensibilidade de muitos profissionais.
Sonia também afirmou viver em um “luto permanente”, principalmente por conta das lacunas que a história de sua filha possui, e declarou que, a princípio, se manterá em silêncio para tentar lidar com a dor despertada pela situação, no intuito de preservar a paz da família.
Todavia, ela também assegurou que continuará cobrando das autoridades todos os esclarecimentos necessários. “Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça”, concluiu.






