A Prefeitura de Ipojuca anunciou mudanças nas regras de funcionamento da orla de Porto de Galinhas e colocou em prática uma série de ações após um episódio ocorrido no local ganhar grande repercussão nacional.
O caso, que envolveu turistas e comerciantes na praia, circulou amplamente nas redes sociais e acendeu o alerta das autoridades municipais sobre a necessidade de reforçar a fiscalização e rever práticas adotadas no principal destino turístico de Pernambuco.
Prefeitura de Ipojuca muda regra após caso em Porto de Galinhas
A situação veio à tona no fim do ano, quando um casal de visitantes relatou ter sido agredido em porto de Galinhas após se recusar a pagar um valor maior do que o inicialmente informado para utilizar cadeiras de praia.
O episódio gerou indignação e abriu espaço para que outros turistas passassem a relatar experiências semelhantes, citando constrangimentos, cobranças abusivas, falta de clareza nos preços e insistência excessiva por parte de comerciantes na faixa de areia.
Os depoimentos se multiplicaram em redes sociais e fóruns de turismo, ampliando o impacto do caso para além do estado.
Diante da repercussão, a prefeitura decidiu agir. Entre o fim de dezembro e o início de janeiro, foi realizada uma operação intensiva de fiscalização em Porto de Galinhas.
Durante a ação, um dos estabelecimentos instalados na orla teve as atividades suspensas temporariamente, e 14 trabalhadores foram afastados após a constatação de irregularidades.
Além disso, dezenas de outras barracas receberam notificações para corrigir problemas relacionados a cardápios e ao cumprimento das normas de defesa do consumidor.
Prefeitura realizou fiscalização em Porto de Galinhas
A operação também alcançou o comércio informal. Ambulantes que atuavam sem autorização foram retirados da praia, e houve reforço no controle do uso da faixa de areia.
Atividades esportivas realizadas fora dos horários permitidos foram interrompidas, equipamentos sonoros usados de forma inadequada foram apreendidos, e serviços de aluguel de equipamentos aquáticos passaram por autuações.
A prefeitura informou ainda que práticas como o aluguel irregular de motos aquáticas e pranchas receberam atenção especial durante a fiscalização.
Como parte das mudanças, o prefeito de Ipojuca assinou um decreto que endurece o combate a condutas consideradas abusivas, como a exigência de consumo mínimo e a venda casada.
Segundo a gestão municipal, a intenção é garantir mais segurança jurídica, organização e respeito aos direitos de moradores e visitantes.
A prefeitura afirma que as medidas buscam preservar a imagem de Porto de Galinhas, que recebe cerca de 1,5 milhão de turistas por ano, sem abrir mão da proteção ao consumidor e da ordem pública.





