Por conta de fatores como sua praticidade, características sensoriais, marketing agressivo e questões socioeconômicas, os alimentos ultraprocessados acabam fazendo muito sucesso entre os brasileiros, marcando presença na alimentação diária de muitas pessoas.
Apesar disso, especialistas seguem convictos em reforçar os perigos que este tipo de alimento esconde, alertando sobre todas as doenças que seu consumo excessivo pode desencadear, principalmente por conta dos aditivos químicos como conservantes, corantes e aromatizantes que são adicionados durante sua fabricação.
Inclusive, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, a diretora da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial de Saúde (OMS), Elisabete Weiderpass, fez questão de inferiorizar ainda mais os ultraprocessados.
De acordo com ela, estes produtos são apenas “um coquetel de produtos químicos tóxicos ou carcinógenos”, ressaltando inclusive que a indústria responsável por seu desenvolvimento está ativamente empenhada em dificultar o combate ao câncer.
Vale lembrar que diversos estudos recentes passaram a apontar uma relação entre os alimentos ultraprocessados com o aumento no número dos casos de câncer. Para Weiderpass, se mudanças não começarem a ocorrer, é provável que o sistema de saúde colapse em um futuro próximo.
Como substituir os alimentos ultraprocessados na dieta diária
Justamente por conta de sua composição industrial e valores mais acessíveis, conforme mencionado anteriormente, remover os alimentos ultraprocessados da dieta diária pode parecer uma tarefa complexa. Contudo, é possível realizar algumas substituições práticas para auxiliar no processo:
- Trocar salgadinhos e biscoitos recheados por lanches como castanhas, nozes, amêndoas, pipoca caseira, frutas (frescas ou secas), iogurte natural e panquecas caseiras;
- Água com gás e limão, chás naturais sem açúcar, água de coco e sucos de fruta naturais podem substituir refrigerantes e bebidas artificiais;
- Pães caseiros, tapioca e cuscuz são ótimas opções para se evitar o consumo de pães de forma industrializados;
- Leguminosas e carnes frescas minimamente processadas devem ser priorizadas, substituindo salsichas e outros embutidos.






