O Calendário do Advento, tradição antiga na Europa e nos Estados Unidos, começou a conquistar o público brasileiro apenas nos últimos anos, alcançando grande repercussão em 2025. Antes, era pouco familiar para os consumidores do país, mas o crescimento das redes sociais e o lançamento de versões por marcas de diferentes segmentos — de cosméticos a gastronomia — transformaram o produto em um item cobiçado e colecionável.
Neste ano, houve um aumento significativo nas vendas, algo até então pouco observado no mercado nacional. No Brasil, a popularidade recente está associada à adaptação do calendário como experiência de presente e objeto de consumo, tornando-o não apenas decorativo, mas também interativo e envolvente para os compradores.
Calendário do advento no Brasil
O calendário apresenta 12 ou 24 compartimentos, que devem ser abertos diariamente ao longo de dezembro, revelando pequenos presentes, doces ou itens temáticos. Diversas marcas nacionais, como O Boticário, Cacau Show, Nespresso, Tea Shop e Talchá, oferecem versões variadas, enquanto edições infantis incluem brinquedos da Lego e Playmobil.
Ao mesmo tempo, surgiram opções de luxo com produtos de grifes internacionais, experiências exclusivas e modelos voltados ao público masculino, como kits de ferramentas e acessórios para hobbies. O sucesso do produto se intensificou nas redes sociais, especialmente por meio de vídeos de “unboxing”, que destacam a estética, o elemento surpresa e a experiência de receber o presente.
A interação entre influenciadores e seguidores consolidou o calendário como uma poderosa estratégia de marketing, combinando nostalgia, afeto e expectativa natalina. Edições limitadas e colaborações entre marcas ampliam ainda mais seu apelo comercial, tornando-o um item de desejo e coleção no país.
Início da tradição internacional
A origem do Calendário do Advento remonta ao século XIX, quando famílias protestantes na Alemanha utilizavam o recurso para acompanhar os dias que antecediam o Natal, realizando atividades religiosas, como leituras da Bíblia e acendimento de velas.
O primeiro modelo impresso apareceu em 1908, criado pelo editor Gerhard Lang, que se inspirou nos doces que sua mãe distribuía em 24 compartimentos de papelão durante sua infância. Com o passar do tempo, a tradição evoluiu para um formato comercial, incorporando chocolates, pequenos brinquedos e outros itens, e se espalhou por toda a Europa, alcançando posteriormente os Estados Unidos.





