A professora aposentada Maria Edileuda Rêgo Sarmento, de 69 anos, emocionou o público ao alcançar R$ 300 mil no quadro Quem Quer Ser Um Milionário?, do Domingão com Huck, no começo de 2025. Ex-docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ela se dedicou por mais de dois anos a estudos intensivos, alcançando a penúltima pergunta do programa.
De forma surpreendente, a professora decidiu não ficar com o prêmio. O valor foi integralmente distribuído entre seus familiares, incluindo o sobrinho que a auxiliou na preparação e seus quatro filhos. Uma parte do montante será usada para concretizar o sonho da nora, que planeja realizar um procedimento de inseminação artificial.
Dedicação ao prêmio
A participação de Maria Edileuda no programa destacou-se por intensa disciplina e dedicação. Inscrita pelo sobrinho Rodolfo Rêgo, que a apoiou em toda a preparação, a professora viajou sete vezes ao Rio de Janeiro para as gravações e manteve uma rotina diária de estudos de até 12 horas.
Por 13 semanas consecutivas, ela tentou responder à pergunta inicial mais rapidamente que os demais concorrentes, sem sucesso. Impressionado com sua persistência, Luciano Huck quebrou o protocolo e a convidou diretamente para participar do quadro.
Durante o jogo, Maria Edileuda revelou grande conhecimento e estratégia, acertando perguntas complexas e avançando até a penúltima fase. Na questão final que enfrentou, sobre o comprimento total dos vasos sanguíneos do corpo humano, a resposta correta era 96 mil quilômetros, mas ela optou por 550 quilômetros, encerrando sua participação com o prêmio de R$ 300 mil.
Carreira da professora
Embora não tenha ficado com o prêmio, a professora enxergou sua participação como um marco pessoal, destacando a relevância do conhecimento e da aprendizagem constante. Iniciou sua carreira docente aos 23 anos e dedicou quatro décadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especializando-se na preparação de alunos para exames de proficiência em inglês.
Aos 62 anos, concluiu seu doutorado, provando que a busca pelo saber não tem idade. Sua trajetória serve de exemplo e motivação, incentivando outros a perseverarem nos estudos e a reconhecerem a educação como um legado duradouro.






