A disputa judicial envolvendo a apresentadora Ana Hickmann e o Banco Safra ganhou novos contornos após a apresentação de um laudo pericial que aponta indícios claros de falsificação de assinatura.
O caso teve início em 2024, quando a instituição financeira ingressou com uma ação de execução alegando o não pagamento de um empréstimo contratado em 2020, no valor de R$ 315 mil, parcelado em 30 vezes.
Contestação da apresentadora e da empresa
Ana Hickmann e a empresa Hickmann Serviços reagiram à cobrança apresentando embargos à execução. A defesa sustenta que a cédula de crédito bancário utilizada pelo banco contém assinaturas que não foram feitas pela apresentadora, nem com sua autorização, levantando suspeitas de fraude documental.
Para esclarecer a autenticidade das assinaturas, a Justiça nomeou a perita criminal Silvana A. Manzi. Em seu trabalho técnico, ela realizou uma comparação minuciosa entre:
- Assinaturas presentes nos documentos apresentados pelo banco
- Assinaturas reconhecidamente legítimas de Ana Hickmann
O método envolveu avaliação de diversos parâmetros técnicos, seguindo padrões científicos usados em perícias judiciais.
Inconsistências encontradas no laudo
Segundo a perita, foram identificadas divergências relevantes que indicam falsidade, entre elas:
- Ritmo gráfico incompatível com o padrão natural da apresentadora
- Velocidade de execução diferente, sugerindo tentativa de imitação
- Pressão irregular do traço, destoando das assinaturas autênticas
- Calibre e proporção gráfica inconsistentes, evidenciando falta de espontaneidade
Esses elementos, quando analisados em conjunto, levaram à conclusão de que a assinatura atribuída à comunicadora não é genuína.
Ação judicial temporariamente suspensa
Apesar do peso técnico do laudo, o processo sofreu uma reviravolta. Na segunda-feira (15), a coluna da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, revelou que o juiz responsável decidiu suspender temporariamente a ação, justificando que o laudo pericial ainda não foi homologado oficialmente pelo Judiciário.
Mesmo apontando um possível desfecho favorável para Ana Hickmann, o documento pericial ainda depende de validação formal. Sem a homologação, não há decisão definitiva, e o processo segue em compasso de espera, mantendo a disputa aberta.
O empréstimo contestado, de R$ 315 mil, representa um ponto central do conflito. Caso fique comprovada a falsificação, o banco poderá enfrentar consequências jurídicas relevantes, incluindo a nulidade do título executivo e eventuais desdobramentos cíveis e criminais.
Desdobramentos paralelos envolvendo o ex-marido
Enquanto a disputa bancária segue em análise, outro episódio judicial envolvendo o nome de Ana Hickmann ganhou destaque. Seu ex-marido, o empresário Alexandre Correa, foi condenado pela terceira vez em ações criminais.
De acordo com informações do portal LeoDias, Alexandre Correa foi condenado a um ano e um mês de prisão em regime aberto, além do pagamento de multa, por ataques verbais ao advogado da apresentadora, Roberto Leonessa.
Ofensas reiteradas em programas online
A acusação relata que, entre janeiro e março de 2025, Alexandre utilizou diferentes plataformas digitais para insultar o advogado, com termos considerados ofensivos e difamatórios. As falas ocorreram em transmissões no YouTube e em podcasts, reforçando o entendimento de reincidência.
Em nota, a defesa de Alexandre Correa afirmou que a decisão ainda não transitou em julgado e será objeto de recurso. Os advogados alegam que não houve intenção de ofender e que o empresário exerceu seu direito constitucional à liberdade de expressão.
A conclusão da perícia e sua homologação serão decisivas para o futuro da ação contra o banco e para o esclarecimento definitivo sobre a suposta fraude.





