Em 2025, os padrões de criação de senhas no Brasil e no exterior continuam a revelar vulnerabilidades significativas na proteção digital. Uma pesquisa realizada pelas plataformas NordPass e NordStellar avaliou informações de repositórios públicos e dados vazados na dark web, sem coletar informações pessoais, com o objetivo de identificar as senhas mais utilizadas e analisar os comportamentos dos usuários.
No cenário nacional, a senha mais comum foi “admin”, enquanto, globalmente, a sequência “123456” ocupou o primeiro lugar. Combinações simples, sequências numéricas previsíveis e padrões de teclado, como “qwerty123”, seguem entre os códigos de acesso mais frequentes.
Senhas mais comuns
A pesquisa também evidenciou a prevalência de senhas que combinam números e palavras de forma direta, incluindo referências a serviços antigos, como “gvt12345”, associado à desativada operadora GVT. Esses padrões mostram que, mesmo com maior conscientização sobre segurança digital, muitos usuários continuam a escolher senhas fáceis de memorizar, porém vulneráveis.
Entre as 20 senhas mais comuns no Brasil, combinações como “12345678”, “123mudar” e “mudar123” aparecem com frequência, indicando a continuidade de padrões previsíveis. Dados históricos apontam que a sequência “123456” figurou entre as mais utilizadas em seis dos últimos sete anos, confirmando a persistência desses hábitos.
Embora algumas senhas sigam regras básicas de segurança, como a inclusão de letras maiúsculas e símbolos, continuam sendo facilmente descobertas, como no caso de “P@ssword”. Em situações extremas, usuários chegam a adotar o próprio nome do serviço como senha, exemplificado pelo uso de “netflix” para acessar a plataforma de streaming correspondente.
Padrões de comportamento
Também foi constatado que usuários de diferentes faixas etárias apresentam hábitos semelhantes: os mais jovens tendem a escolher números ou expressões simples, enquanto os mais velhos frequentemente utilizam nomes de pessoas. Esses comportamentos reforçam a importância de criar senhas fortes, exclusivas e complexas para cada serviço.
A utilização de combinações seguras é fundamental para minimizar riscos de invasões, proteger informações pessoais e consolidar a segurança digital, sobretudo em um contexto global marcado por ameaças cibernéticas cada vez mais avançadas.





