A Paramount Skydance e a Netflix travam uma disputa intensa para decidir quem ficará com a Warner Bros. Discovery (WBD), um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.
O embate envolve cifras bilionárias, preocupações com financiamento e uma queda de braço entre conselhos de administração e acionistas, em um processo que ainda está longe de um desfecho definitivo.
Paramount e Netflix brigam sobre quem vai ficar com a Warner Bros.
A Warner Bros. Discovery colocou seus ativos à venda em meio à pressão por reduzir dívidas e reorganizar seus negócios.
Na semana passada, a Netflix anunciou que havia fechado um acordo para comprar grande parte da empresa por cerca de US$ 83 bilhões, em uma operação que prevê a venda de divisões estratégicas e a separação do negócio de TV a cabo.
O conselho da Warner avaliou que essa proposta oferecia maior segurança financeira e mais valor imediato aos acionistas.
O cenário mudou quando a Paramount Skydance, liderada por David Ellison, decidiu reagir de forma agressiva.
Após ter suas propostas iniciais rejeitadas pelo conselho, a empresa partiu para uma oferta hostil, levando sua mensagem diretamente aos acionistas da Warner Bros. Discovery.
A estratégia busca convencer investidores de que a venda integral da companhia à Paramount seria mais vantajosa do que o acordo parcial fechado com a Netflix.
Disputa entre Paramount e Netflix pela Warner Bros. segue em aberto
Desde então, a disputa se intensificou. A Paramount argumenta que conta com apoio financeiro robusto, sustentado por investidores de peso e pelo patrimônio ligado à família Ellison.
Ainda assim, o conselho da Warner demonstrou reservas quanto à estrutura de financiamento da proposta rival, especialmente pela ausência de garantias pessoais e pelo uso de fundos cujos recursos podem ser alterados ao longo do tempo.
Esse fator pesou na escolha inicial pela Netflix, vista como uma empresa maior, com balanço mais sólido e acesso facilitado a crédito.
A Netflix, por sua vez, aposta em sua escala global e em sua capacidade de absorver os ativos da Warner sem comprometer sua operação principal.
Mesmo assim, o acordo firmado limita a busca da Warner por novas ofertas, já que há multas elevadas caso o contrato seja rompido.
Isso não impede, porém, que uma proposta significativamente superior da Paramount force uma reavaliação.
O que acontece agora depende, em grande parte, do humor dos acionistas. Se eles entenderem que o conselho rejeitou uma oferta melhor, podem pressionar por mudanças ou apoiar a investida hostil da Paramount.
Por outro lado, se prevalecer o receio sobre o financiamento e os riscos envolvidos, a Netflix tende a consolidar sua posição.
O embate segue aberto e deve continuar movimentando o mercado nas próximas semanas.






