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Brasil passa pela pior falência de telecomunicação da história

Por João Carlos Gomes
17/12/2025
Em Geral
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Foto: Freepik

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No último mês, os brasileiros foram surpreendidos com o anúncio de falência da Oi, que apesar de já ter sido um dos mais poderosos nomes da telecomunicação no país, passou os últimos anos enfrentando uma dura crise financeira.

Estima-se que os problemas da empresa tenham se iniciado em meados de 2016 e, mesmo após quase 10 anos e inúmeras tentativas de recuperação, não foi possível reverter a situação. Por conta disso, a Oi teve sua falência decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

A sentença, proferida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, foi motivada principalmente pelas dívidas bilionárias e pela receita insuficiente da empresa, que inviabilizariam o cumprimento de suas obrigações.

E vale destacar que não é só a parte financeira que preocupa, já que a Oi também tinha forte presença no setor público, onde mantinha mais de 4 mil contratos com órgãos federais, estaduais e municipais em todo o país, além de ser uma das principais responsáveis por serviços de emergência.

Por conta disso, a falência da companhia foi considerada um verdadeiro divisor de águas para o mercado nacional de telecomunicação, pois além de expor consequências de falhas, também pressiona mudanças inegociáveis.

Impactos adicionais da falência da Oi

Os efeitos da falência da Oi também serão sentidos por clientes e, sobretudo, por seus funcionários, já que outras empresas estão sendo cotadas para assumir os serviços prestados, o que deve resultar em mudanças significativas.

No caso dos trabalhadores, o acerto de verbas trabalhistas figuram entre as prioridades do processo de liquidação, uma vez que o futuro de seus empregos dependerá da velocidade desse trâmite e da eventual absorção das equipes por outras empresas do setor de telecomunicações.

Já no caso dos consumidores, a decisão judicial determina a continuidade dos serviços durante a transição, seguindo as normas da Anatel para evitar interrupções. Contudo, conforme novas companhias assumirem a operação, serão iniciadas migrações de forma gradual.

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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