Levantamento solicitado pelo Movimento Brasil pela Inovação e realizado pelo Instituto Nexus mostra que os brasileiros relacionam o avanço científico, a proteção de patentes e o investimento permanente em pesquisa ao acesso a novas tecnologias e ao progresso do país.
O estudo foi conduzido entre 14 e 18 de novembro de 2025, com 2.005 entrevistas presenciais feitas com pessoas a partir de 18 anos, em todas as 27 unidades da Federação. A amostra considerou recortes de sexo, faixa etária, nível de escolaridade, região e porte dos municípios, garantindo a representatividade nacional dos dados.
Opiniões sobre as patentes
Os dados indicam que o domínio da população sobre o tema da propriedade intelectual ainda é restrito, mas aumenta de maneira significativa quando seus princípios são explicados. O levantamento mostra que apenas cerca de 25% dos brasileiros dizem conhecer como funcionam as regras de proteção intelectual no país.
Quando informados sobre a função das patentes no estímulo à pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologias, 59% dos entrevistados passaram a apoiar a exclusividade de uso por 20 anos, conforme previsto na legislação vigente. O resultado aponta que o apoio à proteção patentária tende a crescer à medida que a população compreende melhor seus objetivos e efeitos práticos.
A pesquisa também revela preocupação expressiva com questões regulatórias. Para 80% dos participantes, a burocracia e a demora nos processos de registro de patentes podem dificultar, em algum grau, a introdução de novos medicamentos no mercado brasileiro. Essa percepção reforça a ideia de que a agilidade na análise e concessão de patentes tem impacto direto sobre a disponibilidade de inovações, especialmente na área da saúde, caracterizada por longos ciclos de pesquisa e altos custos de investimento.
Prazos de proteção
Quanto a possíveis mudanças no período de proteção das patentes, os resultados indicam uma postura predominantemente cautelosa por parte dos entrevistados. Para 63% deles, a redução do prazo de validade pode resultar na saída de empresas do setor de saúde do país.
Além disso, 61% consideram que o encurtamento do tempo de proteção desestimula investimentos em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores, enquanto 59% entendem que essa medida pode limitar o acesso da população a terapias mais modernas. Ainda segundo o levantamento, 63% avaliam que a manutenção integral do prazo patentário contribui para que novos tratamentos cheguem mais rapidamente ao mercado.





