Milhares de trabalhadores brasileiros estão sendo surpreendidos ao descobrir que têm direito a valores do antigo fundo PIS/Pasep que ficaram esquecidos por décadas.
Os recursos se referem a cotas acumuladas entre os anos de 1971 e 1988 e, agora, podem ser recuperados por quem nunca fez o saque ou por herdeiros de beneficiários já falecidos.
A liberação faz parte do RePIS, iniciativa criada para permitir o ressarcimento desses saldos que foram transferidos ao Tesouro Nacional.
Trabalhadores descobrem valores esquecidos do PIS/Pasep após anos
Esses valores têm origem em um modelo antigo do PIS e do Pasep, que funcionava como uma espécie de poupança vinculada ao trabalhador. Na época, empregados do setor privado com carteira assinada e servidores públicos recebiam depósitos anuais em cotas individuais.
Esse sistema foi encerrado em 1988, quando o formato do benefício mudou, mas os saldos acumulados até então continuaram pertencendo aos trabalhadores. O problema é que muitos nunca souberam da existência do dinheiro ou não chegaram a solicitar o resgate.
O RePIS permite que essas quantias sejam solicitadas diretamente à União. Têm direito ao ressarcimento pessoas que trabalharam com registro formal ou como servidor público entre 1971 e 1988 e que ainda não retiraram as cotas.
No caso de falecimento do titular, os beneficiários legais também podem fazer o pedido, desde que apresentem a documentação que comprove a condição de herdeiro.
Como consultar e solicitar valores esquecidos do PIS/Pasep?
A consulta pode ser feita de forma digital, sem necessidade de ir a uma agência bancária. O trabalhador pode verificar se possui saldo por meio da plataforma Repis Cidadão, disponível na internet, ou pelo aplicativo FGTS.
Para acessar, é necessário ter conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro.
Caso exista valor disponível e esquecido do PIS/Pasep, a solicitação de ressarcimento pode ser feita pelo próprio aplicativo FGTS ou presencialmente em uma unidade da Caixa Econômica Federal.
Após a aprovação do pedido, o pagamento é feito exclusivamente pela Caixa. Quem já possui conta no banco recebe o crédito diretamente.
Quem não tem conta passa a ter uma poupança social digital aberta automaticamente, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem, sem custos.
Para quem fizer a solicitação em dezembro de 2025, o calendário oficial prevê que o dinheiro seja depositado em 26 de janeiro de 2026, desde que o pedido seja deferido.
O prazo para requerer os valores é limitado, e os recursos estarão disponíveis apenas até janeiro de 2026.
Por isso, trabalhadores e herdeiros que se enquadram nas regras devem se organizar para não perder o direito ao ressarcimento do PIS/Pasep.






