De acordo com registros históricos, a última aparição confirmada de pássaros dodô ocorreu em meados do século XVII. Entretanto, uma aparição recente, ocorrida na região da Serra do Divisor, no Acre acabou chamando a atenção de especialistas.
Isso porque uma ave com comportamento tão incomum quanto o atribuído à criatura antiga foi descoberta na localidade situada na fronteira entre o Brasil e o Peru, levando muitos a acreditar, inicialmente, que o dodô poderia ter sido reencontrado vivo após anos.
Entretanto, pesquisas revelaram que o animal em questão é a sururina-da-serra, uma espécie de ave terrestre da família Tinamidae que se distingue por seu visual singular, composto por uma máscara facial cinza-ardósia escura e partes inferiores ruivas, e seu canto ressoante.
Endêmica do Brasil, a espécie habita florestas de transição situadas a elevações de 310 a 435 metros, que contam com vegetações submontana e montanhosa anã e, aparentemente, fica bastante ativa no período do crepúsculo.
Até o momento, estima-se que a população total da sururina-da-serra chegue a cerca de 2,1 mil indivíduos, que vivem em uma área pequena e de difícil acesso, sobretudo por conta das barreiras naturais.
Risco de extinção: característica que ameaça animal do Acre
Conforme mencionado anteriormente, a sururina-do-acre compartilha algumas características com o dodô, que não se limitam apenas aos aspectos físicos. Afinal, o animal descoberto no Acre também apresenta um senso de sobrevivência considerado falho.
Isso porque, além de não enxergar humanos como ameaça, a ave responde prontamente a qualquer tipo de chamado, atravessando os diferentes habitats da região onde vive sem nenhum tipo de postura de vigilância.
Por conta disso, ainda que a região onde a sururina-da-serra vive seja um Parque Nacional e ofereça proteções naturais, pesquisadores defendem a necessidade de desenvolver estratégias eficazes para garantir a proteção da espécie, visando impedir sua extinção precoce.





