Durante décadas, a humanidade acreditou que a matéria só poderia existir nos estados líquido, sólido e gasoso. Entretanto, uma descoberta recente realizada por pesquisadores das universidades de Nottingham, no Reino Unido, e de Ulm, na Alemanha, revolucionou esse entendimento.
Em um estudo, publicado no periódico científico ACS Nano, os cientistas revelaram ter descoberto que, em determinadas condições, foi possível identificar um comportamento híbrido, no qual uma parte dos átomos de um líquido permaneceram totalmente imóveis enquanto a outra se movia livremente.
Para identificar o comportamento, foi necessário utilizar um microscópio eletrônico de transmissão de baixa voltagem chamado SALVE, que possibilitou acompanhar de perto os efeitos do aquecimento de nanopartículas de metal sobre uma folha de grafeno.
Vale acrescentar que, de acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, ao ajustar o feixe de elétrons, foi possível controlar quantos átomos ficavam parados. Com isso, o material apresentou um comportamento curioso: parecia começar a solidificar, mas sem nunca congelar completamente.
De acordo com o que foi observado, os átomos que ficam parados forma uma espécie de “cercado” ao redor do líquido. Agora, os pesquisadores planejam estudar como manipular estas estruturas para aplicá-las em tecnologias modernas.
Nova forma da matéria pode revolucionar a indústria química
Embora, conforme mencionado anteriormente, a descoberta ainda dependa de análises adicionais, essa nova forma de matéria apresenta potencial para gerar avanços significativos na indústria química, podendo resultar em importantes substituições de processos e materiais utilizados atualmente.
Inclusive, para o professor Jesum Alves Fernandes, de Nottingham, a novidade tem potencial para gerar avanços extraordinários, como o desenvolvimento de catalisadores autolimpantes, por exemplo, que além de serem mais duráveis e eficientes, ainda podem reduzir custos e otimizar processos industriais.
Ainda não existe uma previsão oficial para quando esse novo estado da matéria poderá ser incorporado de forma definitiva. No entanto, considerando seu elevado potencial, é provável que ele volte a ser analisado em breve, a fim de acelerar sua adoção prática.






