Um dos cosméticos mais procurados por mulheres que buscam fortalecer os fios entrou no alvo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana.
A agência decidiu suspender a venda e a circulação de um tônico capilar que vinha ganhando espaço nas redes sociais e em salões.
Vale lembrar que cabe ao órgão avaliar a segurança de produtos antes que cheguem às prateleiras, o que inclui impedir a oferta de itens que possam colocar consumidores em risco.
Produto capilar muito usado por mulheres é suspenso pela Anvisa
A decisão envolve o Tônico Capilar Minoxi Turbo Glammour Professional, fabricado pela empresa Glammour Professional Ltda.
O frasco era apresentado ao público como cosmético, mas prometia resultados associados ao medicamento minoxidil, usado em tratamentos prescritos por médicos.
Segundo a Anvisa, a rotulagem sugeria efeitos semelhantes aos de um remédio, como estímulo ao crescimento de cabelo, barba e bigode, o que não é permitido para produtos dessa categoria.
O minoxidil é uma substância sujeita a controle e não pode ser incorporada a cosméticos. Quando usada sem orientação profissional, pode provocar reações adversas que variam de irritações na pele a alterações de pressão.
Por isso, a agência determinou que o tônico fosse retirado do mercado e deixou claro que sua distribuição, fabricação e divulgação estão proibidas.
Outro item ligado ao mesmo tipo de uso também foi alvo de apreensão. O produto Macho Alfa Minoxidil Turbo 15 por cento, de fabricação caseira atribuída a Douglas Rafael Oliveira da Silva, circulava sem qualquer registro.
Como não havia dados de qualidade, origem ou composição, a Anvisa considerou seu uso inseguro e bloqueou sua comercialização.
Outros produtos também foram proibidos pela Anvisa
A agência ampliou a ação e incluiu na lista de proibições todos os cosméticos da marca Sabô Ageless e a maquiagem capilar da marca Bangna. Nos dois casos, as empresas responsáveis não eram conhecidas e não apresentaram registros para validar a fabricação.
A ausência de informações sobre formulação e condições sanitárias levou à determinação de recolhimento.
Além dos cosméticos, saneantes sem comprovação de segurança também foram barrados.
O Acta BTI, anunciado como larvicida biológico, e os produtos da Gasparelo Produtos de Limpeza e Higiene Ltda passaram a ser considerados irregulares por não terem registro como saneantes.
A semana ainda terminou com a proibição de trinta medicamentos, a maior parte anabolizantes que estavam sendo vendidos sem qualquer autorização.
Com a medida, nenhuma etapa de circulação desses produtos está liberada, seja venda, importação ou divulgação, até que a situação regulatória seja regularizada.






