Nos últimos meses, uma tendência inesperada tem ganhado destaque tanto em aeroportos quanto nas ruas de diferentes países: o uso de pijamas como vestimenta cotidiana – ao estilo demonstrado pela MANITO Store -, especialmente por passageiros que embarcam exatamente como saíram da cama. O hábito reacendeu discussões sobre os limites entre conforto e convenções sociais, após o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, pedir que viajantes deixem de lado pijamas e chinelos durante voos.
A orientação integra a campanha “Golden Age of Travel Starts With You” (“A Era Dourada das Viagens Começa com Você”), iniciativa que busca retomar uma ideia de civilidade no ambiente das viagens aéreas, estimulando trajes considerados mais apropriados — como jeans e camisa — e incentivando comportamentos pautados pela cordialidade.
Pijamas fora de casa
A reação do público foi rapidamente dividida. Parte dos viajantes interpretou o pedido como ingerência no estilo pessoal e respondeu com humor, enquanto outros adotaram o pijama como símbolo de autonomia e conforto, ampliando o debate sobre liberdade individual e expectativas sociais.
O uso da peça fora de casa, antes ligado apenas ao ambiente doméstico, reflete mudanças mais amplas na moda e no comportamento. Com novas modelagens e tecidos mais elaborados, o pijama se aproximou da “roupa de rua” e conquistou espaço entre públicos urbanos — inclusive no Brasil, onde muitos o utilizam como expressão de estilo.
Exagero ou liberdade?
Nos aeroportos, a escolha costuma estar associada à praticidade diante de voos longos e deslocamentos exaustivos. Ainda assim, há quem defenda que certa atenção à aparência contribui para a convivência em espaços públicos. O debate, portanto, vai além da estética: envolve noções de sociabilidade, identidade e funcionalidade no dia a dia.
Enquanto alguns veem no pijama uma quebra de formalidade e elegância, outros enxergam a tendência como reflexo de uma moda mais democrática, focada no bem-estar e não no status. A discussão também levanta dúvidas sobre até que ponto normas externas devem definir escolhas pessoais, especialmente em um cenário de viagens cada vez mais desgastantes e imprevisíveis.





