Cerca de 70% da superfície terrestre é coberta por água, e aproximadamente 1,35 bilhão de km³ correspondem à água salgada presente nos oceanos e mares. Diante dessa imensidão, não é de se estranhar que esses ambientes ainda escondam diversos mistérios.
E é inegável que a Linha de Wallace esteja entre os mais intrigantes, já que esta divisão biogeográfica, que atravessa o Arquipélago Malaio, no Sudeste Asiático, é famosa por ser uma das fronteiras invisíveis mais surpreendentes do mundo.
Identificada pelo cientista Alfred Russel Wallace em 1859, a linha separa a fauna da Ásia da fauna da Australásia mesmo com uma distância mínima entre ilhas, o que acaba resultando em ecossistemas totalmente distintos.
E vale destacar que não há riscos de conflitos entre os animais, uma vez que características como a geologia e a profundidade transformam a Linha de Wallace em uma barreira perfeita, que durante anos, permitiu que as espécies de cada lado evoluíssem isoladamente.
Estes fatores existem por conta do fato do traçado da linha imaginária coincidir com uma profunda trincheira oceânica entre duas placas tectônicas, que por sua vez sempre limitou o contato entre as espécies por conta da profunda faixa de água salgada que se formou entre elas.
Faunas divididas pela Linha de Wallace: conheça as espécies
Em suma, a Linha de Wallace passa entre as ilhas de Bali e Lombok e também entre Bornéu e Sulawesi. E de acordo com as observações de Alfred Russel Wallace, essa fronteira invisível acabou originando os seguintes ecossistemas:
- Fauna asiática (oeste): além de abrigar principalmente mamíferos placentários, como tigres, macacos e rinocerontes, também há espaço para aves tipicamente asiáticas, como os pica-paus;
- Fauna australasiática (leste): enquanto aves coloridas típicas da Oceania, como cacatuas e aves-do-paraíso, dominam os céus, marsupiais, como cangurus, coalas e vombates, possuem forte presença em diversos territórios da região.





