Um novo ciclone extratropical, previsto para se formar no início desta semana, coloca grande parte do Brasil em estado de atenção.
A perspectiva para estes próximos dias lembra o cenário observado em novembro, quando outro sistema semelhante provocou alagamentos, quedas de energia e ventos intensos em diversas cidades do Sul.
De acordo com a Climatempo, a atmosfera volta a apresentar as mesmas condições favoráveis a tempestades fortes, com risco de rajadas agressivas e chuva volumosa em pouco tempo.
Ciclone muito forte deixa muitos locais em alerta para tempestades graves
Desta vez, o centro da instabilidade começa a se organizar entre a tarde e a noite desta segunda-feira, 8 de dezembro, na faixa que inclui o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o oeste do Rio Grande do Sul.
A partir da madrugada de terça-feira, dia 09 de dezembro, o sistema ganha estrutura e já atua como um ciclone extratropical de grande intensidade.
A Climatempo estima que a pressão em seu núcleo fique abaixo de 1000 hPa, nível que costuma gerar ventos muito fortes e manter nuvens carregadas por longos períodos.
Os estados do Sul serão novamente os mais vulneráveis. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná devem enfrentar não apenas chuva frequente, mas também rajadas que podem superar 100 km/h em áreas mais altas e próximas ao litoral.
Porto Alegre e sua região metropolitana entram em risco elevado já no fim da madrugada de terça, com instabilidade persistindo ao longo de todo o dia.
Em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis e cidades vizinhas, o agravamento está previsto entre terça e quarta-feira (10). No Paraná, incluindo a Grande Curitiba, a ventania tende a ser mais marcante na quarta.
Efeitos do ciclone também serão sentidos no Sudeste e Centro-Oeste
O efeito do ciclone, porém, não se limita ao Sul. No Sudeste, São Paulo, o centro-sul do Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, incluindo Sul de Minas, Zona da Mata, Triângulo e Grande Belo Horizonte, podem sentir aumento do vento e períodos de chuva forte, sobretudo na quarta-feira.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul será o estado mais exposto, já que fica mais próximo do deslocamento do sistema.
A trajetória do ciclone se estende por vários dias. Depois de atravessar o Rio Grande do Sul de oeste para leste na terça-feira, o centro deve alcançar o litoral gaúcho durante a madrugada e manhã de quarta.
A partir daí, o sistema segue lentamente para alto-mar, ainda influenciando o vento no continente até quinta-feira (11), quando começa a perder força longe da costa.





