A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) está se tornando o principal documento de identificação do país e, para quem recebe benefícios sociais, ela deixará de ser apenas recomendação: será obrigatória.
O governo já confirmou que aposentados, pensionistas, beneficiários do BPC, do Gás do Povo e, principalmente, quem recebe o Bolsa Família, precisam emitir a nova identidade até o fim de 2027.
A partir de 2028, ela será exigida para acessar e manter esses benefícios, funcionando como a base do cadastro biométrico nacional.
Por que a CIN será obrigatória para quem recebe o Bolsa Família
O governo quer evitar fraudes e garantir que o dinheiro chegue apenas às famílias que realmente têm direito. A CIN se tornou o documento integrado ao sistema biométrico do país, reunindo impressões digitais padronizadas, número único baseado no CPF e autenticação por QR Code.
Isso impede o uso de identidades falsas, reduz irregularidades e fortalece o controle dos programas sociais, tornando a identificação mais segura.
O avanço da emissão e os estados mais adiantados
Desde o início da emissão, em junho de 2022, mais de 40,3 milhões de brasileiros já aderiram ao novo documento. A média é de quase 1 milhão de emissões mensais.
O Piauí é o estado mais avançado, com 47,4% da população já utilizando a CIN, seguido por Sergipe, com 31,3%. A meta do governo é que, até 2032, toda a população possua o novo documento, mas quem recebe benefícios sociais tem prazo reduzido por causa da biometria obrigatória.
A biometria que muda as regras do INSS e do BPC
Desde 21 de novembro, a biometria passou a ser obrigatória para novas aposentadorias do INSS e para o BPC. A CIN se tornou o documento principal para esse processo, já que inclui as impressões digitais certificadas e integradas ao sistema nacional.
Essa mudança aumenta a segurança, agiliza concessões e impede cadastros duplicados, prática usada em uma parte das fraudes descobertas nos últimos anos.
Como funciona a nova identidade física e digital
A nova CIN utiliza o CPF como número único e padroniza os documentos em todo o território nacional. Ela pode ser emitida em versão física e digital, ambas com validação por QR Code.
Além disso, possui código internacional MRZ, permitindo seu uso como documento de viagem nos países do Mercosul. O cidadão também pode registrar sua opção de doação de órgãos diretamente no documento.
Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional
A emissão é gratuita em todo o país para a 1ª via, e feita apenas pelos estados e pelo Distrito Federal. Para solicitar:
- Agende o atendimento no site do órgão de identificação do seu estado (em SP, pelos postos do Poupatempo e unidades do IIRGD).
- Leve sua certidão de nascimento ou casamento.
- Aguarde a produção do documento e, após receber o físico, baixe também a versão digital pelo app gov.br.
A CIN reúne diversas vantagens, como segurança reforçada, biometria certificada, proteção contra fraudes, acesso facilitado aos serviços públicos e possibilidade de conta nível ouro no gov.br.
Para quem recebe Bolsa Família, a atualização garante que o benefício não seja bloqueado, evita erros de identificação e mantém o cadastro alinhado ao CadÚnico.





