A ideia de ter um veículo capaz de decolar diretamente da garagem acaba de ganhar fôlego. A empresa LEO Flight abriu a pré-venda do seu modelo de moto voadora compacta que utiliza dezenas de microjatos elétricos para levantar voo.
O anúncio da motocicleta chamada Solo marca uma nova etapa no setor de aeronaves pessoais, que tenta transformar conceitos até então restritos a testes e renderizações em produtos reais.
O futuro chegou? Moto voadora com velocidade de 97 km/h será vendida
O moto voadora Solo nasce como uma proposta de uso individual voltada ao público que busca experimentar o voo de maneira simples e direta.
A estrutura foi desenvolvida para se enquadrar nas regras da categoria Part 103, o que permite ao piloto operar o veículo sem licença específica. A fabricante aposta nisso como diferencial para ampliar o alcance da novidade.
Mesmo assim, trata-se de um equipamento que exige atenção, já que combina engenharia avançada, eletrônica de alta potência e um conjunto de 48 microventiladores distribuídos pelos quatro cantos da plataforma.
Esses ventiladores são o coração do projeto. Cada grupo de doze unidades trabalha para gerar sustentação suficiente para tirar o Solo do chão. O formato fechado das ventoinhas busca aumentar a segurança e reduzir riscos associados a hélices expostas.
Em contrapartida, esse sistema exige rotações muito altas, o que pressiona o consumo de energia. A consequência é clara: o tempo de voo permanece limitado e depende diretamente da eficiência das baterias.
No caso do Solo, a autonomia anunciada varia de dez a quinze minutos, resultado esperado para um eVTOL tão compacto. A carga pode ser realizada em casa, algo incomum nesse tipo de veículo e que reforça a intenção da empresa de torná-lo parte da rotina do usuário.
Moto voadora alcança quase 100 Km/h
A velocidade máxima chega a 97 km/h, mas a altitude fica restrita a pouco mais de quatro metros.
Com isso, o foco do Solo não é substituir aeronaves tradicionais, e sim oferecer uma experiência de voo próxima ao solo, com sensação de pilotagem direta e controle simples.
Durante os primeiros testes divulgados, o protótipo aparece realizando manobras curtas e rasantes. Os voos mostram mais estabilidade a cada registro, embora o design atual ainda seja apenas uma estrutura funcional, distante da estética final planejada.
A produção está prevista para começar no fim de 2025, mas o cronograma depende do avanço das baterias de estado sólido, ainda indisponíveis comercialmente. Mesmo assim, a pré-venda já atrai curiosos e entusiastas.
Se o projeto cumprir o que promete, a moto voadora pode inaugurar um novo capítulo no transporte pessoal.





