Nesta quarta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o levantamento Síntese de Indicadores Sociais, que por sua vez, apresentou informações extremamente positivas sobre a situação socioeconômica do país.
Isso porque, de acordo com o que foi apurado, mais de 8,6 milhões de brasileiros conseguiram deixar a linha da pobreza só em 2024, o que fez com que a proporção da população nesta situação caísse de 27,3%, como registrado em 2023, para 23,1%.
O resultado ganha ainda mais relevância ao se considerar que o percentual corresponde ao menor nível registrado desde 2012, ano que marca o início da série histórica do IBGE. Na época, a proporção chegava a 34,7%.
Vale lembrar que, em 2021, durante a pandemia de Covid-19, os índices atingiram níveis preocupantes, chegando a 77 milhões de cidadãos em situação de pobreza. Contudo, no ano seguinte, as proporções começaram a diminuir e, desde então, vêm recuando de forma contínua.
Fatores que contribuíram para a diminuição da pobreza no Brasil
Em entrevista ao portal Agência Brasil, o pesquisador do IBGE André Geraldo de Moraes Simões, que também foi o responsável pelo estudo, esclareceu que os índices recentes só foram alcançados por conta de uma união de fatores assistenciais e trabalhistas.
De acordo com ele, a pobreza permaneceu relativamente controlada durante a pandemia graças aos programas assistenciais pagos pelo governo federal, como o Auxílio Emergencial. Os índices só voltaram a subir em 2021 devido às restrições ainda vigentes e à fragilização do mercado.
A partir de 2022, com o reajuste nos benefícios sociais, a expansão do número de contemplados e a retomada do ritmo do mercado de trabalho, foi possível registrar um avanço socioeconômico muito mais consistente, marcado pela geração de empregos, recuperação da renda familiar e maior estabilidade econômica, que finalmente passou a contribuir para a redução gradual da pobreza no país.






